ESPMEXENGBRAIND
27 maio 2026
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🔄 Modernizar sem reconstruir toda a planta entra no centro da estratégia industrial apresentada pela Tetra Pak.
Indústria
📦 Tetra Pak amplia discurso além da embalagem e aposta em eficiência operacional dentro das fábricas clientes.

A Tetra Pak vem ampliando sua atuação na indústria de alimentos e laticínios para além da embalagem longa vida.

Em visita à unidade de Monte Mor, no interior de São Paulo, a empresa apresentou uma estratégia baseada em processamento, envase asséptico e eficiência operacional, em um momento em que redução de perdas, consumo de água e gasto energético passaram a ocupar espaço central dentro das fábricas.

O movimento acontece em uma cadeia que ganhou peso econômico no Brasil. Segundo dados citados pela companhia, a indústria brasileira de alimentos e bebidas faturou R$ 1,277 trilhão em 2024, enquanto o setor de embalagens movimentou R$ 165,9 bilhões no mesmo período.

Na prática, a empresa tenta reposicionar o entendimento sobre o papel da embalagem longa vida dentro da indústria. O foco deixa de estar apenas na caixa que chega ao varejo e passa a incluir etapas como tratamento térmico, assepsia, processamento e estabilidade operacional.

Durante a visita, a diretora de Processamento da Tetra Pak Brasil, Ana Paula Forti, detalhou como ocorre o fluxo do leite nas indústrias atendidas pela companhia. Segundo ela, o produto chega cru e refrigerado, passa por separação, padronização de gordura, homogeneização e tratamento térmico antes de entrar em condição asséptica e seguir para o envase sem novo contato com o ar.

A explicação reforça um ponto que a empresa procura destacar: a conservação do leite longa vida depende de uma cadeia industrial de controle sanitário e não apenas da embalagem em si.

Ao mesmo tempo, a companhia busca conectar esse processo à agenda de eficiência industrial. Em abril de 2026, a Tetra Pak divulgou um estudo revisado pela Carbon Trust segundo o qual a modernização de linhas existentes de processamento de laticínios pode reduzir emissões de gases de efeito estufa entre 40% e 49%, dependendo da linha analisada. Segundo a empresa, parte desses ganhos pode ser obtida sem reconstrução completa da planta industrial.

A lógica apresentada pela companhia passa diretamente pela redução de desperdícios e pelo melhor aproveitamento operacional das linhas já instaladas.

Um dos exemplos citados foi o da fabricante brasileira Tial, que adotou um novo conceito de pasteurização desenvolvido pela Tetra Pak. Segundo os dados divulgados pela empresa, a tecnologia permitiu recuperar cerca de 70 mil litros de bebida por ano durante o envase, além de reduzir em 64,6% o consumo de vapor e cortar pelo menos 50,3% do gasto anual de água utilizado na limpeza dos equipamentos.

Nesse cenário, eficiência deixa de aparecer apenas como discurso ambiental e passa a ser apresentada como componente econômico da operação industrial.

A unidade de Monte Mor também foi usada pela companhia como demonstração desse posicionamento mais amplo. Além da produção de embalagens e canudos plásticos, o local concentra áreas de supply chain, automação, atendimento técnico, design e serviços para operações da América Latina.

Segundo o diretor industrial da Tetra Pak Brasil, Salvador Marino Neto, a complexidade da embalagem está justamente na combinação de etapas industriais que o consumidor final não vê. O processo inclui impressão por flexografia com tinta à base d’água, laminação das camadas de papel, plástico e alumínio, além da preparação estrutural que permitirá posteriormente a formação da embalagem nas linhas de envase.

Com isso, a empresa tenta reforçar sua posição não apenas como fornecedora de embalagens, mas como parceira operacional ligada ao desenvolvimento de produtos, processamento, envase e eficiência produtiva dentro da indústria de alimentos e laticínios.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por ABIA

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