A busca por alimentos com maior teor de proteína e a mudança no perfil dos consumidores estão influenciando as estratégias da indústria de laticínios. O tema foi debatido no Milk Summit Mercosul, realizado em 14 e 15 de outubro, no Parque de Exposições Wanderley Burmann, em Ijuí (RS), com representantes da produção, da indústria e da pesquisa.
Valter Galan, sócio da MilkPoint Ventures, avaliou que desenvolver produtos com maior valor agregado pode reduzir a dependência das commodities lácteas. Sobre o interesse por suplementos proteicos, observou: “Foi um movimento que começou lá com o pessoal da academia, mas hoje é muito mais do que isso”.
Importações e concorrência no setor
O mercado de ingredientes proteicos também movimenta o comércio exterior. Segundo levantamento do MilkPoint Mercado, com dados do Comex Stat, o Brasil importou 586 toneladas de concentrado proteico de soro de leite em setembro, volume 7,2% superior ao de agosto. O avanço das compras externas, isoladamente, não permite medir a evolução do consumo nacional.
No conjunto dos lácteos, as importações brasileiras chegaram a 243 milhões de litros em equivalente-leite em setembro, contra 5,4 milhões de litros exportados. O déficit comercial reforça a concorrência enfrentada pela cadeia, mesmo diante das oportunidades de diferenciação dos produtos.
Desafios para produtores e laticínios
A programação do Milk Summit também abordou qualidade do leite, eficiência produtiva e competitividade. A abertura, na quarta-feira (14), reuniu mais de 700 participantes, segundo a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul.
Para transformar a procura por proteínas em resultados, o setor ainda depende de investimentos em processamento, acesso a mercados e capacidade de oferecer produtos ajustados às preferências dos consumidores.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Feed & Food






