O controle leiteiro voltou a posicionar a Cooperativa Dália como referência absoluta na pecuária leiteira do Rio Grande do Sul.
Pela quinta vez consecutiva, a cooperativa e seus associados receberam reconhecimento da Associação dos Criadores de Gado Holandês do RS (Gadolando) pelo desempenho em registro genealógico, controle leiteiro oficial e avaliação morfológica ao longo do último ciclo produtivo.
O destaque foi concedido em 13 de dezembro de 2025, durante um evento de confraternização realizado no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Além da cooperativa, dois condomínios leiteiros — Produttori di Latte e Botucaraí — e outros 25 produtores associados também foram homenageados pelo cumprimento rigoroso dos serviços oficiais exigidos pela entidade.
Segundo dados apresentados no evento, a Dália foi a cooperativa com o maior volume de controle leiteiro oficial realizado no estado ao longo de 2025. O resultado reforça uma trajetória consistente iniciada em 2021, quando a cooperativa passou a figurar de forma recorrente entre os principais destaques do setor leiteiro gaúcho.
De acordo com o supervisor do Setor Gado Leiteiro da Dália, Yago Machado da Rosa, o reconhecimento contempla produtores que se destacaram entre novembro de 2024 e novembro de 2025, tanto pela qualidade genética dos animais quanto pelo cumprimento integral dos protocolos oficiais da Gadolando. “Essa premiação certifica que estamos avançando de forma correta no controle genealógico dos rebanhos e, ao mesmo tempo, agregando valor à produção dos nossos associados”, afirmou.
O supervisor ressaltou ainda que a cooperativa alcançou a segunda colocação no ranking de registros genealógicos entre as cooperativas do estado, um indicador que, segundo ele, vai além do volume. “Mais importante do que o número de registros é termos animais de alta produção, bem avaliados em morfologia e com dados oficialmente validados. Isso dá segurança técnica e comercial ao produtor”, explicou.
Vale dos Lácteos fortalece genética e gestão
Um dos pilares desse desempenho é o programa Vale dos Lácteos, do qual fazem parte todos os produtores reconhecidos. Desde a criação da iniciativa, em 2021, associados do programa vêm sendo premiados de forma contínua, com alguns produtores acumulando distinções ao longo de cinco anos consecutivos.
Para participar do Vale dos Lácteos, o produtor precisa cumprir exigências técnicas rigorosas, como a realização de registros genealógicos, controle leiteiro oficial e classificação morfológica do rebanho. Esses serviços, realizados pela Gadolando, alimentam bases de dados utilizadas em avaliações genéticas conduzidas pela Embrapa.
“Essas informações permitem que o produtor tenha acesso direto ao programa de melhoramento genético da raça holandesa, com ganhos reais em produtividade, eficiência e qualidade do leite”, explicou Yago. Além disso, apenas propriedades com animais de destaque em produção ou morfologia são elegíveis às premiações.
O controle sistemático possibilita a análise de indicadores zootécnicos fundamentais, como teor de gordura, proteína e Contagem de Células Somáticas (CCS). Esses dados são considerados na avaliação dos produtores e refletem diretamente na qualidade do leite entregue à indústria.
Dados oficiais agregam valor ao rebanho
Outro ponto destacado pelo supervisor é a segurança gerada pelo uso de dados oficiais. Segundo ele, o controle leiteiro e o registro genealógico asseguram que os rebanhos sejam reconhecidos como puros de origem, o que amplia as oportunidades comerciais dos produtores.
“Esses dados permitem que o produtor comercialize seus animais com valor agregado, pois o mercado reconhece a confiabilidade das informações genéticas e produtivas”, explicou. A avaliação morfológica individual também contribui para decisões estratégicas, especialmente em relação à longevidade e eficiência dos animais.
A análise detalhada de cada vaca permite identificar características que devem ser mantidas ou corrigidas nas próximas gerações. “É um trabalho contínuo de seleção, que impacta diretamente a sustentabilidade técnica e econômica das propriedades”, afirmou.
Por fim, Yago reforçou que o controle leiteiro oficial é uma das principais ferramentas de gestão da propriedade. “Quando o produtor sabe exatamente o que cada animal entrega, ele consegue priorizar os mais eficientes, descartar os menos produtivos e construir um rebanho cada vez mais competitivo”, concluiu.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de Eco Regional






