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4 mar 2026
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Vendas externas alcançam US$ 9,51 bilhões e crescem 15% em valor, enquanto mercado observa tensões no Oriente Médio 🌍
Demanda externa de 143 países sustenta embarques, apesar de custos logísticos sob pressão. EUA
Demanda externa de 143 países sustenta embarques, apesar de custos logísticos sob pressão ⚓

As exportações de lácteos dos EUA alcançaram US$ 9,51 bilhões em 2025, aproximando-se do recorde histórico em valor e reforçando seu papel como principal válvula de escoamento diante do aumento da produção de leite no país.

O desempenho representa alta de 15% em valor frente a 2024 e crescimento de 5% em volume embarcado.

O dado altera o equilíbrio do mercado doméstico. Com a oferta de leite em expansão, os embarques externos vêm absorvendo parte relevante desse excedente, contribuindo para sustentar os preços em um contexto de ampla disponibilidade global.

Atualmente, os Estados Unidos comercializam produtos lácteos com 143 países. Em 2025, o maior avanço de demanda partiu de compradores no Oriente Médio, Sul da Ásia, Norte da África e América do Sul. O país ocupa hoje a terceira posição entre os maiores exportadores globais de lácteos.

O crescimento foi particularmente expressivo em algumas categorias. Os embarques de manteiga e gordura láctea aumentaram mais de 165% em relação a 2024. O leite em pó integral registrou expansão de 56% no mesmo período. Queijos e produtos à base de manteiga mantiveram demanda firme tanto no mercado interno quanto externo.

O avanço das exportações ocorre em um cenário de oferta abundante de leite no mercado internacional. Estados Unidos, Nova Zelândia e União Europeia seguem ampliando produção de forma constante. Esse movimento tem reflexo nos preços globais, com o World Milk Price em trajetória de queda desde o início de junho do ano passado.

Nesse ambiente, a dinâmica geopolítica passou a integrar o radar do setor. Tensões recentes entre Irã e Estados Unidos, com ataques a bases norte-americanas no Bahrein e a edifícios em Dubai, elevaram a atenção sobre possíveis impactos indiretos. Embora não haja efeito direto identificado sobre o setor lácteo, o comércio internacional pode enfrentar pressões adicionais.

Para os embarques, custos de seguro e frete tendem a ganhar relevância, especialmente nas rotas próximas ao Estreito de Ormuz. O aumento do risco pode encarecer operações e gerar ajustes nas coberturas securitárias, além de potencial pressão sobre custos energéticos, considerando o impacto sobre o petróleo bruto. Gargalos logísticos também são apontados como fator a monitorar.

No mercado futuro, a volatilidade é considerada provável, seja diretamente nos contratos de lácteos ou indiretamente via mercado acionário. Nos vencimentos mais longos, os contratos de Class III Milk para junho em diante superaram o patamar de US$ 18, sinalizando possíveis oportunidades comerciais em meses diferidos.

Para a cadeia láctea, o ponto central é claro: com oferta global elevada, a sustentação do mercado norte-americano depende, em grande medida, da continuidade do dinamismo exportador e da estabilidade logística internacional.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Dairy Herd

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