ESPMEXENGBRAIND
4 maio 2026
ESPMEXENGBRAIND
4 maio 2026
Com SIF e produção de 25 mil litros/dia, empresa amplia mercado e portfólio 📈
Dourado
A trajetória começou em 2010, quando Pedro Júnior iniciou a produção como microempreendedor individual, operando de forma artesanal e com limitações de escala e comercialização.

Sob a liderança de Pedro Júnior, a Dourado Lácteos reposiciona sua atuação ao combinar formalização e escala produtiva, transformando um negócio artesanal em uma operação com alcance nacional.

O ponto de inflexão não foi apenas crescer, mas atender às exigências do mercado para viabilizar a venda em novos territórios.

A trajetória começou em 2010, quando Pedro Júnior iniciou a produção como microempreendedor individual, operando de forma artesanal e com limitações de escala e comercialização. A mudança ganhou forma a partir de 2017, quando buscou estruturar o negócio e avançar nas exigências sanitárias e burocráticas, com apoio do Sebrae. Esse processo permitiu organizar a operação e viabilizar o registro formal.

Na prática, a formalização alterou o teto do negócio. Antes, a comercialização fora do estado implicava risco de apreensão. Com a obtenção do Selo de Inspeção Federal, uma das conquistas mais recentes, a empresa passou a vender em todo o território nacional.

A decisão de industrializar a produção consolidou esse movimento. Em 2023, Pedro Júnior implementou um novo modelo, com maior capacidade produtiva e padronização, alcançando uma média de 25 mil litros de leite por dia. O efeito direto foi ampliar volume e diversificar o portfólio, com itens como requeijão, ricota, doce de leite e muçarela. O mix de produtos passa a operar como mecanismo de captura de valor, permitindo atender diferentes demandas de mercado.

Os resultados refletem essa combinação de regularização e escala. O faturamento mensal, que antes girava em torno de R$ 400 mil, passou a se aproximar de R$ 2 milhões. Mais do que produzir mais, a empresa passou a acessar mercados antes indisponíveis e responder a exigências comerciais mais amplas. A lógica, segundo o empresário, é acompanhar o que o mercado exige para manter a competitividade.

O impacto também se estende à cadeia local. A operação reúne 32 colaboradores diretos e mais de 300 indiretos, indicando um efeito multiplicador na economia regional. A planta industrial passa a articular fornecimento, serviços e distribuição no entorno.

Em paralelo, Pedro Júnior investe na articulação do setor com a criação do Pedra AgroShow. O evento, iniciado como concurso de queijos, hoje reúne cerca de 70 expositores e mais de 100 produtos, conectando produtores, empresas e tecnologias. A iniciativa reforça o posicionamento da marca e contribui para dinamizar o ambiente de negócios.

Apesar do crescimento, o empresário mantém cautela diante da instabilidade do setor. O foco segue na qualidade dos produtos como base para sustentar o mercado, em um cenário onde oscilações fazem parte da dinâmica.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Bomba Bomba

Te puede interesar

Notas Relacionadas

Faça login na minha conta