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13 mar 2026
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📉 Receita das exportações de lácteos soma US$ 129 milhões até fevereiro, com retração frente a 2025 e desempenho desigual entre produtos.
Leite em pó lidera vendas externas, mas registra queda relevante no início do ano; manteiga é o único produto com crescimento.
Leite em pó lidera vendas externas, mas registra queda relevante no início do ano; manteiga é o único produto com crescimento.

As exportações de lácteos registraram queda de 17% em receita no acumulado de janeiro e fevereiro, sinalizando um início de ano mais fraco para o comércio externo do setor.

No primeiro bimestre, a faturação totalizou US$ 129 milhões, segundo dados de Aduanas processados pelo Instituto Nacional de la Leche (INALE).

Em fevereiro, os ingressos por exportações de lácteos alcançaram US$ 55 milhões. No entanto, o desempenho acumulado ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2025, refletindo recuos em vários dos principais produtos da pauta exportadora.

O leite em pó integral, principal produto lácteo exportado, concentrou a maior parte da receita no período. Entre janeiro e fevereiro, as vendas externas desse item somaram US$ 82 milhões. Apesar de manter a liderança entre os produtos exportados, o valor representou um ajuste interanual de 21%.

Outros segmentos também apresentaram retração. A maior queda percentual foi observada no leite em pó desnatado, cujos ingressos somaram US$ 4,5 milhões no bimestre, com redução de 51% em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações de queijos também recuaram, registrando queda de 14% na comparação anual em termos de receita.

Em contraste com essa tendência, a manteiga foi o único produto com crescimento nas vendas externas. No primeiro bimestre, as exportações do produto geraram US$ 14 milhões, com aumento de 16% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

A retração não se limitou ao valor exportado. Em volume, as exportações totais de lácteos somaram 39.452 toneladas entre janeiro e fevereiro, o que representa queda de 7% frente ao mesmo período do ano passado. De acordo com os dados disponíveis, este foi o início de ano mais fraco desde 2022.

Entre os produtos, o leite em pó integral também apresentou recuo em volume. As exportações acumuladas chegaram a 22.468 toneladas, com queda de 16% na comparação anual. Já o leite em pó desnatado registrou retração ainda mais acentuada, com redução de 53% e embarques de 1.438 toneladas no período.

Os queijos também registraram diminuição no volume exportado, com queda de 16% em relação ao mesmo bimestre do ano anterior.

A exceção novamente foi a manteiga. As exportações do produto alcançaram 2.368 toneladas no acumulado do ano, com aumento interanual de 22%, consolidando-se como o único segmento com crescimento tanto em valor quanto em volume entre os principais itens da pauta exportadora.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Blasina y Asociados

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