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14 jul 2026
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🧀 O Queijo Minas Artesanal mudou a história da Fazenda Maria Nunes e levou uma produtora mineira do interior de Minas ao reconhecimento internacional.
🏆 Uma propriedade, três gerações de mulheres e um Queijo Minas Artesanal que conquistou espaço entre os melhores do mundo.
🏆 Uma propriedade, três gerações de mulheres e um Queijo Minas Artesanal que conquistou espaço entre os melhores do mundo.

O Queijo Minas Artesanal transformou a trajetória da Fazenda Maria Nunes, em Santo Antônio do Itambé, a mais de 350 quilômetros de Belo Horizonte.

O que começou com poucas vacas, após uma mudança inesperada na vida de Christiane Brandão, tornou-se um projeto reconhecido em concursos nacionais e internacionais e também um exemplo de sucessão feminina no campo.

Aos 43 anos, Christiane administra a propriedade ao lado da filha, Jady Brandão. A fazenda surgiu depois da divisão dos bens da família, realizada após a morte do pai. Até então, apesar de crescer em meio às terras da família e demonstrar interesse pela atividade rural, ela nunca havia participado da gestão da propriedade.

Formada em Sistemas de Informação, Christiane viveu durante anos em Belo Horizonte antes de retornar ao interior de Minas Gerais. Ao assumir a área que mais tarde daria origem à Fazenda Maria Nunes, precisou aprender praticamente sozinha a administrar uma fazenda, iniciando a produção com poucas vacas e alguns bezerros herdados.

A caminhada até o reconhecimento internacional foi marcada por desafios. Segundo a produtora, os investimentos necessários para desenvolver a queijaria, a falta de eletricidade na propriedade e o machismo em um setor tradicionalmente conduzido por homens fizeram parte do processo de construção do negócio.

Hoje, a rotina permanece essencialmente familiar. Christiane trabalha diariamente ao lado da filha e da neta, Maitê, de apenas dois anos. A produção começa ainda cedo, com a ordenha das vacas, seguida pelo processamento imediato do leite na queijaria.

A especialidade da fazenda é o Queijo Minas Artesanal maturado, produzido exclusivamente com leite cru, pingo, coalho e sal. Segundo Christiane, o leite utilizado é encaminhado diretamente da ordenha para a fabricação, sem aquecimento ou resfriamento, preservando as características do produto.

Além da produção, a rotina inclui acompanhamento constante da saúde do rebanho, com monitoramento diário e realização regular de testes para garantir o bem-estar dos animais.

O reconhecimento começou em 2018, quando a Fazenda Maria Nunes recebeu a medalha de bronze no III Prêmio Queijo Brasil, durante a Semana Mesa SP. No ano seguinte, o queijo chegou à França e conquistou medalha de prata em um concurso que reuniu cerca de 900 concorrentes de mais de 20 países. Posteriormente, o produto também alcançou medalha de ouro no Mondial du Fromage et des Produits Laitiers de Tours.

O nome Maria Nunes homenageia a esposa de um antigo proprietário das terras, antes mesmo de a área passar para a família de Christiane, preservando parte da história da propriedade por meio do produto.

A evolução da fazenda não ficou restrita à fabricação de queijo. A família também passou a receber visitantes interessados em conhecer a propriedade e acompanhar de perto as etapas de produção do tradicional queijo da região do Serro, ampliando as atividades do empreendimento.

Para Christiane, porém, a maior transformação aconteceu dentro da própria família. Quinta geração ligada à atividade rural, ela afirma ser a primeira mulher a liderar a tradição produtiva da propriedade, com a expectativa de que essa história continue nas próximas gerações.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Rádio Itatiaia

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