ESPMEXENGBRAIND
4 ago 2026
ESPMEXENGBRAIND
4 ago 2026
📊 Um documento recém-publicado revela para onde caminha a produção e o consumo mundial de leite até 2034.
🌍 Enquanto alguns países seguem dominando as exportações, outros mudam radicalmente seus hábitos de consumo. Entenda por quê.
🌍 Enquanto alguns países seguem dominando as exportações, outros mudam radicalmente seus hábitos de consumo. Entenda por quê.

Um novo relatório internacional acende um sinal de atenção para toda a cadeia láctea global: a produção mundial de leite deve crescer cerca de 2% ao ano na próxima década, mas o motor desse avanço estará concentrado, majoritariamente, em um único país.

Segundo as Perspectivas Agrícolas 2025-2034 divulgadas pela OCDE e pela FAO, a Índia será responsável por mais da metade de todo o crescimento da produção mundial de leite nos próximos dez anos. O documento atribui esse avanço principalmente a melhorias nos rendimentos por animal, com um peso menor do aumento do rebanho leiteiro.

Do lado do consumo, o cenário segue a mesma lógica: será a Ásia — e, dentro dela, Índia e Paquistão — quem vai liderar o crescimento da demanda global por lácteos. Nesses dois países, o relatório projeta um aumento especialmente forte no consumo de produtos lácteos frescos.

Já em regiões como Europa e Estados Unidos, o ritmo de crescimento do consumo será mais moderado. Mas há uma diferença de fundo: enquanto na Ásia a demanda cresce por lácteos frescos, no mundo desenvolvido o motor será outro — o queijo.

No comércio internacional, o relatório aponta continuidade em vez de ruptura. Três blocos concentram hoje a maior parte das exportações mundiais de lácteos — a União Europeia, a Nova Zelândia e os Estados Unidos — e, segundo a projeção da OCDE-FAO, seguirão respondendo por cerca de 70% do comércio global na próxima década, mesmo com um crescimento apenas moderado da produção nesses três polos.

Há ainda um terceiro eixo que atravessa todo o relatório: a pressão ambiental. Segundo o documento, as exigências ambientais cada vez mais rígidas estão redefinindo o futuro do setor lácteo em escala global. A redução das emissões de gases de efeito estufa e da contaminação por nitrogênio está forçando mudanças nos sistemas de produção — um movimento que, de acordo com o relatório, se manifesta com mais intensidade nos países de maior renda.

O documento foi publicado pela OCDE e pela FAO como parte do OECD-FAO Agricultural Outlook 2026-2035.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Inale

Te puede interesar

Notas Relacionadas

Faça login na minha conta