ESPMEXENGBRAIND
4 ago 2026
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🥛 Empresa do Agreste de Pernambuco faz aposta forte para crescer ainda mais em 2026 — entenda o plano por trás do movimento.
Bom Leite
🚛 Máquinas mais potentes e frota renovada mudam a rotina de uma das maiores indústrias de laticínios do Nordeste.

A Bom Leite, indústria de laticínios instalada em São Bento do Una, no Agreste de Pernambuco, está executando um plano de investimento de aproximadamente R$ 9 milhões ao longo de 2026 para reforçar sua estrutura produtiva e logística.

O aporte, iniciado no começo do ano e com conclusão prevista até dezembro, será dividido entre a modernização da linha de envase e a renovação da frota de veículos da empresa.

Do total investido, entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões serão direcionados à compra de máquinas de envase mais potentes, com o objetivo de elevar a produtividade sem ampliar o tempo de operação. Os outros cerca de R$ 5 milhões serão aplicados na troca de veículos, movimento que deve deixar mais de 90% da frota da companhia com menos de sete anos de uso — um fator que, segundo a empresa, deve reduzir os custos com frete na distribuição dos produtos.

“O objetivo é aumentar a eficiência operacional produzindo mais com o mesmo tempo, além de reduzir os custos logísticos”, resume o diretor da Bom Leite, Júnior Galvão.

Com a estratégia em curso, a companhia projeta um crescimento de 15% no faturamento em 2026, enquanto o aumento em volume de produção deve ficar em 5%. A diferença entre os dois indicadores, segundo Galvão, está ligada à inflação das embalagens, que pressiona os preços mais do que o volume produzido.

Hoje a Bom Leite fabrica cerca de 2 milhões de quilos de produtos por mês, distribuídos em um portfólio de aproximadamente 90 itens, comercializados principalmente em Pernambuco, Alagoas, Bahia e Paraíba. Toda a matéria-prima láctea usada pela indústria é comprada em território pernambucano — cerca de 8% vem de produção própria, e o restante é adquirido de produtores da região, com destaque para o Agreste, que concentra a principal bacia leiteira do estado.

O investimento em maquinário e logística acontece num momento em que o setor leiteiro enfrenta pressão de custos. Segundo o diretor da empresa, o aumento nas despesas de produção tem levado pequenos produtores a abandonar a atividade, embora o volume total de leite produzido na região venha se mantendo estável, mesmo com a redução no número de produtores.

Do lado da produção primária, a Bom Leite também tem investido em práticas voltadas ao bem-estar do rebanho, formado por vacas da raça holandesa. A empresa identificou que o estresse dos animais impacta diretamente a quantidade de leite produzida.

Entre as ações adotadas estão o uso de escovas para remover o sebo da pele das vacas — o que ajuda o animal a sentir melhor a sensação de frescor — e a aspersão de água fresca em ambiente ventilado antes da ordenha, criando condições mais confortáveis para a produção.

A companhia também compra milho de Sergipe para compor a ração dos animais. Fundada em agosto de 1990, a Bom Leite emprega atualmente cerca de 500 funcionários.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Movimento Econômico

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