ESPMEXENGBRAIND
18 mar 2026
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🤖 Uso de IA integra P&D, produção e mercado, reduzindo tempo e custos na cadeia láctea e de proteínas alternativas.
🤖 Digitalização e machine learning aceleram inovação e decisões na indústria láctea e proteínas emergentes. Lácteo
🤖 Digitalização e machine learning aceleram inovação e decisões na indústria láctea e proteínas emergentes.

A adoção de IA no setor lácteo está mudando como produtos são desenvolvidos, fabricados e levados ao mercado.

Na Bel Group, essa transformação se materializa na integração de inteligência artificial, machine learning e digitalização ao longo de toda a cadeia de valor, com impacto direto na eficiência operacional, no desenvolvimento de produtos e na estratégia de portfólio.

O principal avanço está na conexão entre dados e decisões. A empresa implementou plataformas baseadas em IA em suas fábricas globais, com foco em eficiência e sustentabilidade. Isso permite monitorar desempenho de processos, melhorar a consistência da qualidade e reduzir uso de energia, água e geração de resíduos. Para a cadeia láctea, o efeito é concreto: maior previsibilidade produtiva e menor variabilidade operacional.

No desenvolvimento de produtos, a mudança é ainda mais estrutural. A parceria com a Dassault Systèmes para criar um “gêmeo virtual do queijo” permite integrar testes físicos e digitais. Na prática, isso acelera o ciclo de inovação ao reduzir o tempo necessário para validar formulações e ajustar atributos como sabor, valor nutricional e impacto ambiental. O resultado é uma redução do tempo de lançamento e maior assertividade nas decisões de P&D.

Outro ponto crítico é a mudança metodológica. Em vez de depender exclusivamente da compreensão completa dos mecanismos físico-químicos, a empresa passa a identificar variáveis acionáveis com base em dados. Isso amplia a aplicabilidade dos modelos e acelera decisões, mesmo quando nem todos os fatores causais são plenamente conhecidos. Para a indústria, isso representa uma transição de ciência explicativa para ciência orientada à execução.

A estratégia de IA também sustenta a transformação do portfólio. A Bel busca equilibrar sua oferta entre produtos lácteos e alternativas vegetais, apoiando-se em proteínas obtidas por fermentação de precisão e processos anaeróbicos. Parcerias com empresas como Standing Ovation e Superbrewed Food viabilizam o desenvolvimento de ingredientes com características distintas dos sistemas lácteos tradicionais, exigindo novas abordagens de formulação.

Nesse contexto, a IA atua como ferramenta de integração. Ela permite otimizar simultaneamente rendimento, qualidade e impacto ambiental na produção dessas novas proteínas. Para a cadeia, isso implica maior complexidade técnica, mas também abre espaço para diversificação de produtos e fontes de valor.

Além da formulação, o uso de machine learning para análise de demanda conecta desenvolvimento de produtos ao mercado. Essa integração reduz o risco de desalinhamento entre oferta e consumo, melhorando o planejamento e a alocação de recursos.

Por fim, a transformação exige capacidade interna. A empresa está incorporando especialistas em ciência de dados e IA, ao mesmo tempo em que capacita equipes existentes. Isso indica que a adoção tecnológica não é apenas uma questão de ferramentas, mas de competências organizacionais.

O movimento da Bel mostra que a IA deixa de ser suporte e passa a ser infraestrutura estratégica. Para a cadeia láctea, o impacto está na aceleração da inovação, na eficiência operacional e na redefinição do portfólio, com implicações diretas sobre competitividade e sustentabilidade.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Dairy Reporter

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