ESPMEXENGBRAIND
2 abr 2026
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🌽 Do manejo ao imposto, decisões passam a impactar diretamente a margem do produtor.
TecLeite
📊 Cadeia do leite ganha novas ferramentas para enfrentar pressão de custos.

O TecLeite ES e a proposta de crédito presumido de ICMS para laticínios no Espírito Santo convergem sobre um mesmo eixo: reduzir custo e ampliar eficiência na cadeia do leite.

A combinação de tecnologia no campo e incentivo fiscal na indústria altera o ambiente de decisão tanto para produtores quanto para processadores.

No nível produtivo, o 8º TecLeite ES, programado para 9 de abril em Itaguaçu, organiza soluções diretamente ligadas ao principal gargalo da atividade: alimentação do rebanho e manejo. A abordagem prioriza alternativas capazes de sustentar produção ao longo do ano com menor risco e custo.

Entre os pontos centrais, o uso do capim BRS Capiaçu associado ao fubá de milho reidratado aparece como estratégia para reduzir dependência da silagem tradicional. Essa combinação pode atingir padrão nutricional próximo ao da silagem de milho, ampliando o leque de formulações possíveis dentro da propriedade. Na prática, isso introduz flexibilidade no planejamento alimentar, especialmente relevante para produtores que enfrentam dificuldades no cultivo do milho para ensilagem.

Esse entrave técnico não é pontual. A demanda por silagem cresce, mas a execução ainda limita resultados, segundo a assistência técnica. Ao colocar o tema como estação prática, o evento atua diretamente sobre essa lacuna, reduzindo incerteza operacional e potencialmente melhorando a tomada de decisão no uso de insumos.

Outro vetor relevante é o manejo intensivo de pastagens. O conteúdo reforça que, mesmo com a migração de parte dos produtores para sistemas mais confinados, há espaço econômico nas pastagens bem manejadas. Em momentos de maior pressão sobre custos, sistemas intensivos a pasto se apresentam como alternativa mais viável, reposicionando o uso da terra dentro da estratégia produtiva.

Enquanto o TecLeite ES atua na base produtiva, o Projeto de Lei 821/2025 incide sobre a etapa industrial e comercial. A proposta prevê crédito presumido de 100% de ICMS nas saídas interestaduais de laticínios industrializados, incluindo leite UHT. Na prática, isso permite às indústrias abater integralmente o imposto devido nessas operações, desde que o destino seja outro contribuinte do ICMS, como atacadistas e supermercados.

O mecanismo altera a competitividade do produto capixaba fora do estado. Ao reduzir o custo tributário na saída, amplia-se a margem ou a capacidade de competir em preço em outros mercados. Esse efeito pode influenciar decisões de origem da matéria-prima, já que o texto também contempla insumos provenientes de outros estados, incluindo leite a granel em diferentes formas.

A natureza não cumulativa do ICMS e o uso do crédito presumido indicam um incentivo direto, independente de créditos gerados anteriormente. Isso simplifica o benefício e aumenta sua previsibilidade para a indústria, fator relevante em decisões comerciais e logísticas.

Se aprovado, o projeto entra em vigor no mês seguinte à publicação, introduzindo um novo parâmetro imediato para o fluxo interestadual de produtos lácteos do Espírito Santo. A medida se alinha a modelos já adotados em outras unidades da federação, consolidando um padrão competitivo entre estados.

No conjunto, tecnologia de produção e incentivo fiscal atuam de forma complementar. De um lado, reduzem o custo dentro da fazenda. De outro, ampliam a eficiência na saída industrial. O resultado é um ambiente onde a margem passa a depender mais da capacidade de gestão técnica e tributária do que de fatores isolados.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Governo ES e ES1

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