ESPMEXENGBRAIND
14 maio 2026
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📈 Mudança no comportamento do consumidor abre novas oportunidades para formatos portáteis e queijos maturados.
🚶 Conveniência, proteína e poucos ingredientes reposicionam o queijo no varejo alimentar.
🚶 Conveniência, proteína e poucos ingredientes reposicionam o queijo no varejo alimentar.

O consumo de proteína passou a redesenhar o posicionamento da categoria de queijos no varejo brasileiro.

Antes concentrada em nichos ligados à suplementação esportiva, a demanda por alimentos ricos em proteína avançou para o consumo cotidiano e abriu espaço para queijos maturados disputarem novas ocasiões de compra, especialmente no segmento de snacks e produtos prontos para consumo.

Segundo Karina Dal Sasso, diretora de marketing da Vigor, a valorização da proteína deixou de ser restrita às lojas especializadas e passou a influenciar diretamente as decisões nas gôndolas tradicionais. O movimento acompanha a expansão de categorias associadas ao apelo proteico. Dados da Scanntech em parceria com a McKinsey mostram crescimento de 16% nos iogurtes proteicos em 2025, enquanto cereais e leites saborizados avançaram 21% e 14%, respectivamente.

Dentro desse cenário, a indústria identifica nos queijos uma vantagem competitiva ligada à oferta natural de proteína. A estratégia passa por posicionar o produto não apenas como ingrediente culinário, mas como alternativa funcional para consumo rápido, portátil e associado ao bem-estar.

O parmesão aparece como um dos principais símbolos dessa mudança. Influenciado por conteúdos de saudabilidade nas redes sociais e por referências internacionais, o queijo maturado passou a ganhar espaço entre consumidores que buscam alimentos com poucos ingredientes, sem açúcares adicionados e associados à ideia de “comida de verdade”.

Na avaliação da executiva, esse comportamento altera a percepção sobre a categoria. O consumidor que passou a ler rótulos identifica no queijo uma combinação de proteína e cálcio sem necessidade de aditivos artificiais, atributo que fortalece o posicionamento de produtos maturados em meio ao crescimento do mercado de alimentos funcionais.

A mudança também pressiona a indústria a rever formatos e ocasiões de consumo. A rotina acelerada e a demanda por conveniência impulsionam investimentos em versões portáteis, porções individualizadas e snacks à base de queijo. Nesse contexto, a Faixa Azul lançou formatos de snack e chips de parmesão como estratégia para ampliar a presença do produto na jornada diária do consumidor.

Além de atender ao consumo “on-the-go”, o objetivo é ampliar o consumo per capita nacional de queijo, atualmente em 7 kg anuais, abaixo dos 12 kg registrados na Argentina. A aposta está menos na substituição de categorias tradicionais e mais na criação de novos momentos de consumo ao longo do dia.

As perspectivas da companhia indicam que a proteína tende a se consolidar como atributo transversal no mercado de alimentos, alcançando diferentes categorias e ampliando o espaço para produtos naturalmente associados à densidade nutricional.

Nesse ambiente, o desafio para a cadeia láctea deixa de ser apenas produzir queijo e passa a envolver embalagem, conveniência, comunicação e adaptação de portfólio. A disputa já não ocorre somente entre marcas da mesma categoria, mas entre diferentes soluções de consumo rápido voltadas ao consumidor que busca praticidade sem abrir mão do valor nutricional.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Giro News

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