ESPMEXENGBRAIND
14 maio 2026
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🐄 Qualidade do colostro passa a influenciar crescimento, imunidade, longevidade e eficiência produtiva dos sistemas leiteiros e de corte.
📉 A variabilidade do colostro expõe desafios operacionais que podem afetar desempenho e rentabilidade ao longo da vida do animal.
📉 A variabilidade do colostro expõe desafios operacionais que podem afetar desempenho e rentabilidade ao longo da vida do animal.

A qualidade do colostro passou a ocupar um espaço mais estratégico dentro dos sistemas de produção, à medida que cresce a compreensão de que seus efeitos vão muito além das primeiras horas de vida do bezerro.

O colostro deixou de ser visto apenas como uma necessidade sanitária neonatal e passou a ser associado diretamente a desempenho produtivo, eficiência de crescimento, longevidade e redução de perdas no rebanho.

O debate também desloca o foco do nascimento para o período pré-parto. Segundo o conteúdo apresentado pela Trouw Nutrition, as últimas quatro a seis semanas de gestação influenciam diretamente a formação do colostro, criando uma nova janela de decisão para produtores de leite e carne.

Bezerros nascem sem imunidade adquirida porque a placenta bovina não permite a transferência de anticorpos antes do parto. Isso faz com que o colostro seja a única fonte de imunidade passiva nas primeiras horas de vida. Além da elevada concentração de imunoglobulinas, o alimento contém compostos bioativos ligados ao desenvolvimento intestinal, integridade epitelial, termorregulação e programação metabólica inicial.

Quando a transferência de imunidade falha, os impactos aparecem rapidamente. O texto destaca aumento da mortalidade, maior suscetibilidade a doenças respiratórias e entéricas e pior desempenho no crescimento inicial. Os efeitos também se estendem ao longo da vida produtiva, incluindo menor eficiência de crescimento e, em sistemas leiteiros, menor produção na primeira lactação.

Ao mesmo tempo, a consistência da qualidade do colostro ainda aparece como um desafio operacional relevante. O material aponta que até um terço das vacas leiteiras produz colostro abaixo do limite considerado adequado. Isso amplia a dependência de reservas congeladas e substitutos, cuja eficiência depende de higiene, manejo e disponibilidade de mão de obra.

Nos sistemas de corte, o desafio assume outra forma. Embora o colostro apresente concentrações mais elevadas de IgG, a ingestão depende do vigor do bezerro, do comportamento materno e das condições ambientais. Como a mensuração da qualidade do colostro raramente é realizada e a ingestão é difícil de monitorar, falhas na transferência imunológica podem passar despercebidas.

Nesse contexto, o período final da gestação ganha importância crescente dentro das estratégias nutricionais. O aumento da demanda metabólica, as alterações hormonais e as mudanças na atividade imunológica afetam diretamente a formação do colostro. O texto destaca que energia, proteína e minerais-traço adequados contribuem para a competência imunológica e a estabilidade oxidativa da vaca nesse período.

Além da nutrição convencional, cresce o interesse por abordagens voltadas ao suporte fisiológico do animal durante o pré-parto. O conteúdo cita o uso de PhytoComplexes, combinação de compostos bioativos vegetais voltados à redução da pressão inflamatória e ao suporte antioxidante e imunológico.

Entre os compostos mencionados estão curcumina e capsicum, associados à modulação de respostas inflamatórias e imunológicas. Segundo o estudo citado no material, vacas de corte suplementadas com Fytera Lacteco apresentaram melhora na qualidade do colostro e na transferência de imunidade passiva para os bezerros, com reflexos positivos no desempenho animal.

A lógica por trás dessas estratégias é estabilizar os sistemas imunológico e mamário da vaca nas semanas que antecedem o parto, favorecendo maior consistência na transferência de imunoglobulinas e outros componentes bioativos para o colostro.

O avanço dessa abordagem reforça uma mudança de visão dentro da pecuária. O colostro passa a ser tratado como parte de uma estratégia preventiva mais ampla, conectando manejo pré-parto, saúde, produtividade futura e eficiência operacional.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Dairy Global

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