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17 maio 2026
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🧬 Pesquisa da Mayo Clinic usou nanopartículas derivadas do leite para entregar terapia genética diretamente em tumores agressivos.
🥛 O leite voltou ao centro da inovação, agora como plataforma para terapias contra um câncer raro das vias biliares.
🥛 O leite voltou ao centro da inovação, agora como plataforma para terapias contra um câncer raro das vias biliares.

O leite talvez esteja entrando em uma conversa que pouca gente imaginava: a das terapias contra o câncer.

E não por causa de cálcio ou proteína, mas por estruturas microscópicas capazes de carregar tratamentos diretamente até células tumorais.

Pesquisadores da Mayo Clinic desenvolveram uma tecnologia experimental usando nanopartículas derivadas do leite para atacar o colangiocarcinoma, um câncer raro e agressivo das vias biliares que ainda possui opções terapêuticas limitadas.

O estudo, publicado na revista JHEP Reports, utilizou uma estratégia de terapia gênica baseada em siRNA, uma molécula capaz de silenciar genes específicos ligados ao crescimento do câncer.

A equipe analisou uma biblioteca gigantesca de moléculas de DNA até encontrar uma pequena sequência chamada aptâmero, capaz de reconhecer e se ligar seletivamente às células tumorais. Esse “sistema de mira” foi então conectado às nanopartículas lipídicas derivadas do leite, criando um veículo biocompatível para transportar o tratamento diretamente ao tumor.

Segundo os pesquisadores, o sistema conseguiu reduzir o crescimento tumoral e aumentar a morte de células cancerosas sem causar danos relevantes aos tecidos saudáveis ao redor.

“O objetivo foi desenvolver uma abordagem capaz de atingir genes específicos do câncer preservando o tecido saudável”, explicou Rory Smoot, oncologista cirúrgico e autor sênior do trabalho.

Embora os resultados ainda sejam pré-clínicos, a tecnologia já foi patenteada, e os cientistas agora trabalham para adaptar a plataforma a diferentes formas de colangiocarcinoma. A ideia de longo prazo é avançar para terapias mais personalizadas, desenhadas conforme o perfil genético de cada paciente.

Além do impacto médico, o estudo também chama atenção por outro motivo: ele reforça como componentes derivados do leite começam a ganhar espaço em áreas muito além da alimentação tradicional.

Nos últimos anos, proteínas, gorduras e estruturas biológicas presentes no leite passaram a despertar interesse crescente em segmentos como biotecnologia, farmacêutica e nutrição avançada. Para a cadeia láctea, isso ajuda a ampliar a percepção do leite não apenas como commodity, mas também como matéria-prima de alto valor tecnológico.

Ainda distante da aplicação comercial em larga escala, a pesquisa sinaliza uma tendência emergente: a de que ingredientes naturais e sistemas biológicos inspirados em alimentos possam desempenhar papel importante nas terapias do futuro.

*Artigo produzido com exclusividade para a eDairyNews, com base em informações publicadas por Medicina S/A

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