O anúncio de um novo complexo para produção de queijo na região de Almaty coloca o processamento de leite no centro da estratégia de desenvolvimento agroindustrial do Cazaquistão.
Mais do que uma nova fábrica, o projeto sinaliza uma tentativa de ampliar a transformação industrial da produção agropecuária local e criar novas oportunidades para a cadeia leiteira do país.
O acordo firmado entre Cazaquistão e Irã prevê a construção de uma unidade com capacidade para produzir até 155 mil toneladas de queijo por ano. O investimento estimado é de aproximadamente US$ 72 milhões, tornando o empreendimento um dos maiores já anunciados no país no segmento de processamento de leite.
Para os produtores locais, o projeto representa a criação de uma nova demanda industrial por matéria-prima. O próprio governo cazaque destaca que a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para aumentar a participação da indústria de processamento dentro do setor agropecuário e ampliar a oferta de produtos com maior valor agregado.
Segundo o ministro da Agricultura, Aidarbek Saparov, o segmento de laticínios apresenta elevado potencial de expansão. Nesse contexto, a nova planta é vista como uma ferramenta para fortalecer a capacidade industrial nacional e ampliar as oportunidades para os fornecedores de leite.
A dimensão do investimento também evidencia o peso crescente das parcerias internacionais na construção da indústria alimentícia do país. A empresa iraniana responsável pelo aporte afirmou considerar o Cazaquistão um parceiro estratégico de longo prazo, destacando o potencial agrícola, a localização geográfica e o ambiente favorável aos negócios.
Além da produção de queijo, a cooperação entre os dois países pode ganhar novos desdobramentos. O grupo investidor informou que avalia oportunidades em outras áreas de processamento de alimentos, incluindo projetos ligados ao processamento de batatas e à produção de alimentos infantis.
O apoio governamental aparece como outro elemento central da iniciativa. O projeto contará com infraestrutura de suporte e incentivos destinados à atração de investimentos para setores considerados prioritários. A expectativa é que essa combinação entre capital privado e apoio público acelere a expansão da capacidade industrial da região.
Com início de operações previsto para 2029, o complexo deverá gerar pelo menos 400 empregos permanentes e incluir programas de capacitação para profissionais locais. O projeto reforça uma estratégia que vai além da fabricação de queijo: a construção de uma plataforma agroindustrial capaz de atrair novos investimentos e ampliar a transformação de matérias-primas dentro do próprio país.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por CTV BRICS






