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25 jun 2026
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📉 A indústria captou o maior volume de leite já registrado para um primeiro trimestre, mas o preço pago ao produtor ficou bem abaixo do ano passado.
🚜 O aumento da produção não foi acompanhado por uma melhora na remuneração, criando um cenário de atenção para a cadeia.
🚜 O aumento da produção não foi acompanhado por uma melhora na remuneração, criando um cenário de atenção para a cadeia.

A captação de leite no Brasil alcançou um marco histórico no primeiro trimestre de 2026, mas o resultado trouxe uma mensagem incômoda para os produtores: produzir mais não significou ganhar mais.

Enquanto a indústria registrou o maior volume de aquisição de leite já observado para o período, a remuneração média paga ao produtor ficou significativamente abaixo da registrada um ano antes.

Entre janeiro e março, os estabelecimentos sob inspeção sanitária adquiriram 6,78 bilhões de litros de leite cru. O volume superou o do mesmo período de 2025 e estabeleceu um novo recorde para um primeiro trimestre na série do IBGE. O resultado confirma que a oferta de matéria-prima continuou avançando mesmo em um ambiente de preços menos favorável ao produtor.

Do ponto de vista da cadeia, o dado reforça uma realidade conhecida do setor leiteiro: crescimento da produção e rentabilidade nem sempre caminham juntos. Apesar do aumento da captação, o preço líquido médio pago pela indústria foi de R$ 2,24 por litro, valor 18,8% inferior ao observado no primeiro trimestre do ano passado.

A diferença entre os dois indicadores ajuda a explicar a sensação de pressão econômica enfrentada por muitos produtores. O leite circulou em maior volume, os tanques ficaram mais cheios e a indústria ampliou suas aquisições, mas a receita obtida por litro permaneceu distante dos níveis registrados em 2025.

Ainda assim, os números do trimestre mostram uma reação gradual dos preços ao longo dos meses. Depois de iniciar o ano em R$ 2,10 por litro em janeiro, a remuneração avançou para R$ 2,44 em março. Embora insuficiente para eliminar a diferença em relação ao ano anterior, o movimento indica uma recuperação dentro do próprio trimestre.

Regionalmente, o crescimento da captação foi puxado principalmente pelo Sul do país. O Paraná registrou o maior aumento absoluto na aquisição de leite frente ao mesmo período do ano passado. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Ceará.

Os resultados reforçam o peso dos estados do Sul na estrutura produtiva nacional. Além do aumento dos volumes captados, a região manteve protagonismo na expansão da oferta destinada à indústria de processamento.

Para os agentes da cadeia leiteira, o balanço do primeiro trimestre traz uma leitura importante. Os dados confirmam que a produção brasileira segue em expansão, mas também mostram que o aumento do volume entregue não garante melhora automática da rentabilidade. Em 2026, pelo menos nos primeiros meses do ano, o setor produziu mais leite, enquanto os produtores continuaram recebendo menos por cada litro comercializado.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por O Presente Rural

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