A agricultura familiar ocupa uma posição estratégica no Rio Grande do Sul, tanto pelo valor econômico quanto pela participação no mercado de trabalho rural.
Um levantamento divulgado durante a abertura da Semana da Agricultura Familiar mostra que o segmento movimenta R$ 47 bilhões por ano, representa 42% do Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do estado e reúne 295 mil propriedades.
Embora utilize 25% da área agrícola gaúcha, o setor concentra 70% da mão de obra rural, evidenciando seu papel na sustentação da atividade agropecuária em diferentes regiões do estado.
Os números foram apresentados pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), com base em registros do Ministério da Agricultura e do Censo Agropecuário do IBGE, durante a abertura da Semana da Agricultura Familiar.
Ao lado da relevância econômica, o levantamento destaca um desafio ligado à renovação das propriedades rurais. Segundo a entidade, apenas 2% dos agricultores familiares têm menos de 25 anos de idade.
Os dados também apontam uma redução da população jovem no meio rural. Conforme informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), a Região Sul registrou queda de 35% na população rural entre 15 e 29 anos no período de 2012 a 2024.
Esse cenário aparece ao lado de outro indicador relacionado ao setor leiteiro. De acordo com os dados divulgados, o número de produtores de leite no Rio Grande do Sul caiu de 60 mil para 28 mil ao longo dos últimos 15 anos.
Durante a apresentação do levantamento, a Fetag-RS citou a idade dos trabalhadores rurais, a sucessão nas propriedades e a necessidade de políticas voltadas ao campo como temas centrais para o futuro da agricultura familiar no estado.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Grupo Repórter






