ESPMEXENGBRAIND
26 jun 2026
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⚠️ Operação apreendeu mercadorias, etiquetas adulteradas e embalagens. Responsável foi preso por crime contra a saúde pública.
📦 Segundo a polícia, leite em pó e whey protein vencidos eram reembalados e rotulados com novas datas de validade para comercialização.
📦 Segundo a polícia, leite em pó e whey protein vencidos eram reembalados e rotulados com novas datas de validade para comercialização.

Uma operação da Polícia Civil fechou uma fábrica clandestina que, segundo a investigação, reembalava leite em pó e suplemento alimentar whey protein vencidos, aplicando novas etiquetas com prazo de validade estendido até 2027 antes da revenda.

A ação ocorreu em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, e resultou na prisão do responsável pelo estabelecimento.

A investigação começou após movimentações consideradas suspeitas em um galpão localizado no Jardim Dona Therezinha. Durante a operação, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) encontraram frascos vazios de suplementos alimentares descartados em uma caçamba, além de sacos contendo whey protein e leite em pó.

De acordo com a polícia, o esquema consistia em retirar os produtos das embalagens originais após o vencimento, acondicioná-los em novos recipientes e aplicar rótulos com datas de validade alteradas. Funcionários ouvidos durante a operação afirmaram que executavam os procedimentos por determinação da empresa, embora tenham declarado desconhecer o destino final das mercadorias.

Além dos produtos, os agentes apreenderam diversos paletes de mercadorias, embalagens novas, rolos de etiquetas adulteradas escondidos em um armário de cozinha e o telefone celular do responsável pelo estabelecimento.

O suspeito, Bruno Missaci Antunes, foi preso por crime contra a saúde pública, por adulteração de produto alimentício destinado ao consumo. Após audiência de custódia, a Justiça decretou sua prisão preventiva.

Os seis funcionários ouvidos pela polícia disseram que apenas cumpriam ordens e afirmaram não ter conhecimento da suposta ilegalidade das atividades desenvolvidas no local.

A defesa do empresário contesta a versão apresentada pela investigação. Segundo o advogado Fábio Henrique Fernandes, a empresa possui todas as licenças exigidas para funcionamento e atua tradicionalmente na produção de insumos destinados à ração animal. Ainda de acordo com a defesa, os produtos encontrados não seriam destinados ao consumo humano, argumento que será utilizado no pedido de revogação da prisão preventiva.

O caso segue sob investigação para apurar a destinação das mercadorias e as circunstâncias do esquema apontado pela Polícia Civil.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por UOL

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