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1 jul 2026
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🥤 A bebida proteica conquistou consumidores em poucas horas usando uma estratégia de vendas bem diferente da tradicional.
bebida proteica
Da esquerda para a direita: Frederico Zillig, CEO da Zuzzi; Natália Aly Claro, responsável pelas áreas de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e Supply; e Dudu Godinho, líder de Marketing e Comunidade da startup (Imagem: Divulgação/Zuzzi)

Bebida proteica esgota em menos de 12 horas e aposta em estratégia que foge do padrão.

Lançar uma bebida proteica sem depender de supermercados nem de grandes investimentos em publicidade parece contrariar a lógica do mercado. Ainda assim, foi exatamente esse caminho que permitiu à Zuzzi vender todo o primeiro lote em menos de 12 horas e comercializar cerca de 6,5 mil latas apenas três meses após chegar ao mercado.

Criada por dois ex-profissionais da Ambev, a startup decidiu construir sua presença diretamente junto ao consumidor. Em vez de priorizar o varejo tradicional, apostou no modelo D2C (direct-to-consumer), desenvolveu uma comunidade no WhatsApp, compartilhou os bastidores da empresa nas redes sociais e utilizou o TikTok Shop como principal canal de vendas.

Segundo Frederico Zillig, cofundador e CEO da empresa, a resposta inicial do mercado superou as expectativas. O desempenho das vendas levou a startup a estabelecer uma nova meta: alcançar faturamento de R$ 1 milhão até maio de 2027.

Outro aspecto que chama atenção é a forma como o negócio foi estruturado. Até o momento, a empresa foi desenvolvida em modelo bootstrap, sem investidores externos. O fundador aportou aproximadamente R$ 160 mil em capital próprio, sendo R$ 60 mil destinados ao desenvolvimento da marca e ao lote piloto, enquanto outros R$ 100 mil foram aplicados na ampliação da capacidade de produção.

Embora a operação já consiga se sustentar, a empresa avalia uma nova etapa de crescimento. Ainda em 2026, a intenção é estruturar uma rodada Seed para financiar a expansão da capacidade produtiva, ampliar o portfólio e acelerar a entrada no varejo físico.

De acordo com Frederico Zillig, o objetivo dessa futura captação não é validar o modelo de negócio, mas acelerar sua distribuição.

A origem da marca também surgiu de uma experiência pessoal. Consumidor frequente de bebidas proteicas, o empreendedor acreditava estar fazendo uma escolha saudável até ouvir uma avaliação diferente durante uma consulta com uma nutricionista. Esse episódio foi o ponto de partida para desenvolver um produto alinhado à proposta da startup.

A trajetória da Zuzzi mostra que, pelo menos em sua fase inicial, uma combinação de venda direta, construção de comunidade e canais digitais pode abrir espaço para modelos alternativos de lançamento em um segmento tradicionalmente associado às grandes redes de varejo.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Startups

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