Imagine reunir 33 mil litros de leite para produzir apenas uma única peça de queijo coalho.
É exatamente essa a meta de Jaguaribe, no Ceará, onde produtores locais pretendem transformar esse enorme volume de matéria-prima em um queijo com mais de 3,5 toneladas, superando o próprio recorde alcançado na edição anterior do evento.
A terceira edição do projeto do “Maior Queijo Coalho do Mundo” será apresentada no dia 11 de julho, durante um festival realizado no Parque de Exposições de Jaguaribe. A iniciativa é organizada pela Associação dos Produtores de Leite e Derivados de Jaguaribe (Queijaribe), em parceria com a Prefeitura Municipal.
O objetivo deste ano é ir além da marca registrada anteriormente. Em 2025, a peça produzida chegou a 2.703 quilos, mantendo formato, tamanho e características típicas do queijo coalho. Agora, a expectativa é ultrapassar os 3.500 quilos, o que representa um crescimento estimado de pelo menos 30%, segundo o presidente da Queijaribe, Igor Costa.
Por trás do número impressionante existe uma operação igualmente complexa. Aproximadamente 30 produtores de leite participam do fornecimento da matéria-prima para a fabricação, além da contribuição de Cristiano Maia, empresário nascido em Jaguaribe e presidente do Grupo Samaria.
A logística também exige precisão. A Prefeitura organiza a coleta do leite diretamente nas propriedades rurais e realiza o transporte até a unidade de processamento. O cronograma prevê um dia para produção, outro para maturação e um terceiro para a apresentação oficial da peça.
Segundo a organização, o leite é ordenhado no dia anterior ao processamento para garantir a qualidade da matéria-prima e reduzir riscos durante toda a operação.
Além da tentativa de estabelecer uma nova marca, os produtores também trabalham em outro projeto considerado estratégico para a cadeia leiteira local. A Queijaribe prepara um novo levantamento sobre a produção de leite do município, já que o censo disponível está desatualizado. A expectativa é realizar essa atualização no próximo ano, após a organização da logística necessária para visitar os produtores e levantar os dados atuais da bacia leiteira.
Enquanto o novo levantamento ainda está em preparação, todas as atenções se voltam para um desafio que impressiona pela escala: transformar 33 mil litros de leite em um único queijo capaz de superar a própria história.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por O Povo






