ESPMEXENGBRAIND
2 jul 2026
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🚜 A deflação nos custos abre oportunidades de gestão, enquanto novos riscos já aparecem para os próximos meses.
📊 Menores custos ajudam o caixa da propriedade, mas a queda no preço do leite exige decisões cada vez mais eficientes.
📊 Menores custos ajudam o caixa da propriedade, mas a queda no preço do leite exige decisões cada vez mais eficientes.

Os custos da produção de leite registraram recuo em maio, oferecendo um alívio temporário para as propriedades leiteiras.

O Índice de Inflação para a Produção de Leite Cru (ILC), calculado pela Assessoria Econômica da Farsul, apresentou deflação de 0,72%, resultado impulsionado principalmente pela redução dos preços dos combustíveis e dos fertilizantes.

Para o produtor, o movimento mostra que nem todas as despesas evoluem na mesma direção. Enquanto alguns insumos ficaram mais baratos, outros continuaram pressionando os custos da atividade, reforçando a importância de acompanhar cada componente da planilha de despesas.

A queda dos combustíveis e dos fertilizantes foi favorecida por uma maior estabilidade cambial e pela redução dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre as cotações internacionais do petróleo.

No grupo dos grãos, os movimentos foram distintos. O milho apresentou leve alta de 0,2%, enquanto a soja registrou retração de 2,8%, contribuindo para o resultado geral do índice.

Nem todos os custos diminuíram

Apesar da deflação do ILC, alguns itens importantes continuaram subindo durante maio.

A energia elétrica foi o principal fator de aumento dos custos, com alta de 6,2%, reflexo das mudanças na faixa horária de consumo e das bandeiras tarifárias mais caras.

Outro componente que pesou foi o sal mineral, que avançou 2,4% em razão de problemas logísticos no Marrocos que elevaram o custo do ácido fosfórico.

Na prática, o resultado reforça que reduções pontuais em determinados insumos não eliminam a necessidade de monitorar continuamente toda a estrutura de custos da propriedade.

O ano ainda mostra estabilidade nos custos

No acumulado de 2026, o ILC registra inflação de 0,33%, indicando o retorno de alguma pressão sobre os custos após um período de deflação.

Já na comparação dos últimos 12 meses, o índice apresenta retração de 0,8%, influenciada principalmente pela queda de 9,2% na silagem e de 6,9% no concentrado.

Esses movimentos mostram que o comportamento dos custos continua variando entre os diferentes grupos de insumos, exigindo planejamento na compra e acompanhamento frequente do mercado.

O maior desafio continua sendo a receita

Embora alguns custos tenham diminuído, a comercialização segue limitando a rentabilidade das propriedades.

Segundo o relatório da Farsul, o preço do leite pago ao produtor registrou queda de aproximadamente 9%, enquanto o IPCA de Leite e Derivados acumulou inflação de 3,3%.

Esse descompasso reduz as margens operacionais e deteriora as relações de troca para o produtor primário, tornando a gestão dos custos ainda mais relevante para preservar a sustentabilidade econômica da atividade.

O que merece atenção para junho

A expectativa para junho é de inflação moderada no ILC.

A redução no preço do barril de petróleo pode continuar favorecendo os combustíveis. Por outro lado, uma possível valorização do dólar tende a pressionar novamente os fertilizantes. O relatório também aponta tendência de novos reajustes no sal mineral e valorização dos grãos.

Para o produtor, a principal lição é acompanhar continuamente a evolução dos custos e aproveitar períodos de menor pressão para revisar compras e organizar o planejamento financeiro da propriedade, já que o cenário permanece sujeito a mudanças nos próximos meses.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Grupo A Hora

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