O leite ganha força no atacado e passa a destoar do comportamento observado em outras proteínas animais.
Dados divulgados pela DATAGRO mostram que, na última semana, os lácteos registraram valorização enquanto carnes e ovos enfrentaram recuo nas cotações.
O movimento chama atenção porque revela um mercado interno com trajetórias diferentes entre cadeias que tradicionalmente disputam espaço no consumo de alimentos. Enquanto o leite UHT avançou, segmentos como carne suína, frango e ovos registraram pressão baixista.
Segundo a DATAGRO, o leite UHT teve valorização de 2,1% na comparação semanal, alcançando R$ 5,37 por litro no atacado. A muçarela também acompanhou o movimento positivo, reforçando a recuperação dos preços dos derivados lácteos no início de julho.
A consultoria aponta que esse comportamento está relacionado a uma oferta mais ajustada de matéria-prima, característica observada em períodos de menor ritmo de produção em importantes bacias leiteiras. Com menor disponibilidade para a indústria e manutenção da demanda por derivados, os preços encontraram sustentação.
O cenário contrasta com o observado em outras proteínas. A carne suína registrou queda na semana e foi cotada a R$ 8,55 por quilo. O mesmo movimento ocorreu com a carne de frango, negociada a R$ 7,23 por quilo, e com os ovos, que chegaram a R$ 142,26 por 30 dúzias.
No segmento bovino, a dinâmica foi diferente. A DATAGRO registrou valorização de 0,26% no preço da arroba do boi gordo na praça base São Paulo, encerrando o período em R$ 327,59, após uma queda anterior de 1,50%. Já a carcaça casada bovina permaneceu estável no atacado, cotada a R$ 23,25 por quilo.
Para o mercado de leite, o comportamento observado no início de julho coloca a oferta como um dos principais pontos de atenção para as próximas semanas. A evolução do período seco nas regiões produtoras e o ritmo da demanda interna devem influenciar a continuidade desse movimento.
A leitura da DATAGRO indica um mercado de proteínas menos uniforme, no qual cada cadeia responde de forma diferente às condições de oferta e consumo. Para o setor lácteo, a valorização dos derivados abre uma nova perspectiva sobre o comportamento dos preços no segundo semestre.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Agrolink






