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10 jul 2026
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Oferta mais ajustada e demanda sustentam os lácteos, em um cenário de recuo para parte das proteínas animais 🐄
O mercado interno mostra movimentos diferentes: lácteos sobem, enquanto outras proteínas enfrentam pressão nas cotações. 📊
O mercado interno mostra movimentos diferentes: lácteos sobem, enquanto outras proteínas enfrentam pressão nas cotações 📊

O leite ganha força no atacado e passa a destoar do comportamento observado em outras proteínas animais.

Dados divulgados pela DATAGRO mostram que, na última semana, os lácteos registraram valorização enquanto carnes e ovos enfrentaram recuo nas cotações.

O movimento chama atenção porque revela um mercado interno com trajetórias diferentes entre cadeias que tradicionalmente disputam espaço no consumo de alimentos. Enquanto o leite UHT avançou, segmentos como carne suína, frango e ovos registraram pressão baixista.

Segundo a DATAGRO, o leite UHT teve valorização de 2,1% na comparação semanal, alcançando R$ 5,37 por litro no atacado. A muçarela também acompanhou o movimento positivo, reforçando a recuperação dos preços dos derivados lácteos no início de julho.

A consultoria aponta que esse comportamento está relacionado a uma oferta mais ajustada de matéria-prima, característica observada em períodos de menor ritmo de produção em importantes bacias leiteiras. Com menor disponibilidade para a indústria e manutenção da demanda por derivados, os preços encontraram sustentação.

O cenário contrasta com o observado em outras proteínas. A carne suína registrou queda na semana e foi cotada a R$ 8,55 por quilo. O mesmo movimento ocorreu com a carne de frango, negociada a R$ 7,23 por quilo, e com os ovos, que chegaram a R$ 142,26 por 30 dúzias.

No segmento bovino, a dinâmica foi diferente. A DATAGRO registrou valorização de 0,26% no preço da arroba do boi gordo na praça base São Paulo, encerrando o período em R$ 327,59, após uma queda anterior de 1,50%. Já a carcaça casada bovina permaneceu estável no atacado, cotada a R$ 23,25 por quilo.

Para o mercado de leite, o comportamento observado no início de julho coloca a oferta como um dos principais pontos de atenção para as próximas semanas. A evolução do período seco nas regiões produtoras e o ritmo da demanda interna devem influenciar a continuidade desse movimento.

A leitura da DATAGRO indica um mercado de proteínas menos uniforme, no qual cada cadeia responde de forma diferente às condições de oferta e consumo. Para o setor lácteo, a valorização dos derivados abre uma nova perspectiva sobre o comportamento dos preços no segundo semestre.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Agrolink

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