A mastite bovina é uma das doenças que mais desafiam a rotina das propriedades leiteiras e agora ganhou uma nova alternativa desenvolvida no Brasil:
Um medicamento que combate a enfermidade sem provocar contaminação do leite. A inovação busca reduzir perdas econômicas causadas pelo descarte durante o período de tratamento.
O novo produto foi desenvolvido ao longo de quatro anos de pesquisas, com testes que comprovaram sua eficácia em laboratório e também em fazendas. O projeto está patenteado e contou com acompanhamento de técnicos do Ministério da Agricultura e Pecuária.
A mastite exige atualmente um tratamento baseado em antibiótico inflamatório. Durante esse processo, o leite produzido pelo animal precisa ser descartado até que o período de segurança seja cumprido, que pode chegar a 15 dias.
Segundo o engenheiro agrônomo Lyvio Lucio, esse intervalo representa um impacto significativo para os produtores. “Só no Brasil, os prejuízos são calculados, estimados, em torno de US$ 500 milhões [cerca de R$ 2,5 bilhões] por ano, em função dessa doença”, afirmou.
A proposta do medicamento brasileiro é justamente atuar nesse ponto crítico da cadeia: combater a mastite sem deixar resíduos no leite e evitar a necessidade de descarte durante o tratamento.
Além do impacto sobre a qualidade do leite, o desenvolvimento também busca oferecer uma alternativa mais sustentável e com custo inferior ao de outras opções disponíveis no mercado, segundo as informações do projeto.
Para os produtores, a redução das perdas associadas à doença pode representar uma mudança importante na gestão da produção, já que a mastite afeta diretamente a disponibilidade do leite comercializável e aumenta os custos relacionados ao tratamento dos animais.
Com a pesquisa avançando da fase laboratorial para aplicações em propriedades rurais, o medicamento surge como uma aposta brasileira para unir sanidade animal, produtividade e qualidade do leite.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Agora MT






