ESPMEXENGBRAIND
13 jul 2026
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🌱 Investir na cria das bezerras ajuda a evitar perdas futuras e melhora os indicadores da propriedade leiteira.
📊 Criar bem as bezerras permite corrigir desvios a tempo e construir um rebanho mais eficiente e rentável.
📊 Criar bem as bezerras permite corrigir desvios a tempo e construir um rebanho mais eficiente e rentável.

Na pecuária leiteira, criar bem as bezerras é uma decisão que pesa muito antes da primeira ordenha.

Embora o foco da produção normalmente esteja nas vacas em lactação, é durante as fases de cria e recria que começam a ser definidos indicadores que acompanharão o animal por toda a sua vida produtiva.

A idade ao primeiro parto, o desempenho reprodutivo, a produção de leite e até a longevidade do rebanho são influenciados pelas condições oferecidas às futuras matrizes nos primeiros meses de desenvolvimento. Isso significa que cada decisão tomada nesse período pode gerar impactos econômicos que permanecem durante anos.

O potencial produtivo da fêmea é estabelecido desde a concepção, mas sua expressão depende diretamente do ambiente em que o animal cresce. Nutrição adequada, manejo sanitário eficiente, instalações apropriadas e acompanhamento contínuo formam a base para que esse potencial seja efetivamente alcançado.

Para saber se o desenvolvimento segue o caminho esperado, os sistemas de criação acompanham indicadores específicos. Entre eles estão a transferência de imunidade passiva, os índices de morbidade e mortalidade, o ganho de peso, a altura dos animais e a idade à inseminação. O monitoramento desses parâmetros permite identificar rapidamente desvios e avaliar se as metas de crescimento estão sendo atingidas.

Mesmo com ampla disponibilidade de conhecimento técnico, muitas propriedades ainda encontram dificuldades para transformar recomendações em resultados consistentes. O principal desafio nem sempre está na falta de informação, mas na capacidade de manter rotinas de monitoramento e garantir que os manejos sejam executados de forma contínua.

Essa disciplina também tem reflexos diretos na rentabilidade. Sistemas mais eficientes durante a cria e a recria conseguem reduzir o tempo necessário para recuperar os investimentos realizados na formação das novilhas, melhorando os resultados financeiros da atividade leiteira.

Nesse processo, o planejamento nutricional ocupa papel central. A definição do programa alimentar deve considerar os objetivos da propriedade, a disponibilidade de alimentos, a infraestrutura existente e as condições de manejo.

Durante o aleitamento, as metas de crescimento orientam decisões relacionadas ao fornecimento da dieta líquida, à formulação da ração inicial e ao processo de desaleitamento. A passagem para dietas sólidas exige atenção para preservar o desempenho dos animais e favorecer o desenvolvimento adequado do rúmen.

Nas etapas seguintes, o equilíbrio entre proteína e energia torna-se decisivo para estimular o crescimento muscular sem provocar acúmulo excessivo de gordura corporal. Ao mesmo tempo, fatores como qualidade das forragens, condições climáticas e ocorrência de enfermidades podem modificar as necessidades nutricionais e exigir ajustes no planejamento.

Por isso, programas de cria e recria não devem ser tratados como modelos fixos. O acompanhamento permanente dos indicadores permite adaptar estratégias à realidade de cada propriedade e corrigir rapidamente possíveis falhas.

Mais do que um investimento nos animais jovens, fortalecer as etapas de cria e recria representa uma decisão de gestão. Quando o desenvolvimento das futuras matrizes recebe atenção desde o início, os reflexos aparecem na produtividade, na reprodução e na sustentabilidade econômica de todo o sistema de produção leiteira.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por O Presente Rural

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