ESPMEXENGBRAIND
13 jul 2026
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A história da família Hartmann mostra como ajustes na rotina podem transformar a produção de leite e a rentabilidade da fazenda 🌱
A produção de leite passou de 6 mil para 20 mil litros por mês após mudanças na gestão e no manejo, sem ampliar o rebanho. 🐄
A produção de leite passou de 6 mil para 20 mil litros por mês após mudanças na gestão e no manejo, sem ampliar o rebanho 🐄

Passar de 6 mil para 20 mil litros de produção de leite por mês, mantendo o mesmo número de animais, parecia um objetivo distante para a família Hartmann.

Em Seara, no Oeste de Santa Catarina, o resultado não veio com a compra de mais vacas nem com a expansão da propriedade, mas com uma mudança completa na forma de conduzir o negócio.

Até então, Jonas Gustavo Hartmann, a esposa Eloide, o irmão Jean e os pais, Egon e Secy conviviam com dificuldades financeiras e problemas ligados à nutrição, à sanidade e à organização do manejo do rebanho de 36 animais. A produção era limitada e a renda da atividade enfrentava constantes gargalos.

A decisão de mudar surgiu depois que a família percebeu os benefícios do acompanhamento técnico na criação de ovinos, outra fonte de renda da propriedade. A experiência motivou o grupo a buscar o Sindicato Rural de Seara para levar a mesma lógica de assistência técnica à pecuária leiteira.

Os primeiros resultados apareceram rapidamente. A entrega mensal passou de 6 mil para 14 mil litros, depois chegou a 16 mil, alcançou 18 mil e, em meses consecutivos, ultrapassou a marca de 20 mil litros por mês, um crescimento de 233% sem qualquer aumento do plantel.

Segundo Eloide Hartmann, a diferença esteve na execução contínua das orientações recebidas.

“Foi algo muito significativo. Não aumentamos o plantel. Apenas colocamos em prática, mês a mês, aquilo que o técnico nos orientava.”

A transformação aconteceu por meio de mudanças pontuais na rotina da fazenda. Entre elas, a divisão das áreas de pastagem permanente em módulos e piquetes, respeitando o momento correto de entrada e saída dos animais, o ajuste da alimentação para permitir que as vacas expressassem melhor seu potencial produtivo e a instalação de bebedouros próximos à saída da sala de ordenha para facilitar a hidratação do rebanho.

As mudanças não ficaram restritas ao campo. A família também passou a acompanhar detalhadamente os custos da atividade, identificando quanto realmente custava produzir cada litro de leite. O controle financeiro permitiu equilibrar as contas, formar uma reserva de emergência e planejar novos investimentos com maior segurança.

Os próximos passos já estão definidos: investir em melhoria genética e ampliar as áreas de sombreamento dos piquetes, mantendo o crescimento baseado em planejamento.

A experiência da família Hartmann ocorre em um momento de avanço da atividade leiteira em Santa Catarina. Segundo o Boletim Agropecuário da Epagri/Cepa, a captação nacional de leite alcançou 27,51 bilhões de litros, crescimento de 8,4%.

Nesse cenário, Santa Catarina ocupa a quarta posição entre os maiores produtores brasileiros, com 3,5 bilhões de litros, alta de 6,4%, respondendo por cerca de 13% da produção nacional. O estado fica atrás apenas de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul e tem na atividade leiteira uma importante fonte de renda para pequenas e médias propriedades, além de gerar empregos ao longo de toda a cadeia.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por ND+

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