A Piracanjuba colocou as aquisições no centro de sua estratégia de crescimento.
Ao ampliar a presença em regiões produtoras de leite, incorporar novas marcas e investir em categorias de maior valor agregado, a companhia busca ocupar um papel de destaque no processo de consolidação da indústria brasileira de laticínios.
Nos últimos pouco mais de doze meses, a empresa realizou três aquisições voltadas ao segmento de queijos. Para Luiz Claudio Lorenzo, CEO da Piracanjuba, esses movimentos fazem parte de uma estratégia que combina crescimento orgânico e inorgânico para fortalecer a atuação da companhia em diferentes frentes do mercado.
Uma das prioridades é ampliar a bacia leiteira em regiões consideradas estratégicas. Segundo Lorenzo, o Nordeste se destaca pelo ritmo de expansão, com crescimento de 30% ao ano, acima da média nacional de 8%, tornando-se uma região de interesse para aumentar a competitividade da empresa.
Foi nesse contexto que a Piracanjuba adquiriu a Natulat, em Sergipe, estabelecendo sua primeira fábrica no Nordeste. Um ano depois, incorporou a Sertão Laticínio, em Alagoas, cuja unidade deverá atingir capacidade para processar 80 mil litros de leite por dia até o fim deste ano.
De acordo com Luiz Claudio Lorenzo, CEO da Piracanjuba, ampliar a infraestrutura próxima às áreas produtoras permite reduzir custos logísticos, diminuir desperdícios e fortalecer a competitividade em uma bacia leiteira que continua em evolução.
A expansão também passa pela diversificação do portfólio. Em janeiro, a companhia adquiriu a mineira Basel Lácteos, especializada em queijos premium como emmental, gouda e gruyere. Além de ampliar a oferta de produtos, essas plantas poderão produzir outros derivados lácteos, como manteiga e requeijão.
A estratégia da Piracanjuba acompanha um movimento mais amplo de fusões e aquisições observado no setor de laticínios, especialmente no segmento de queijos. Na avaliação da empresa, esse processo tende a acelerar a concentração do mercado brasileiro, ainda considerado bastante fragmentado.
Segundo Luiz Claudio Lorenzo, CEO da Piracanjuba, os cinco maiores grupos do país deverão concentrar mais da metade do mercado brasileiro nos próximos anos. Nesse cenário, a companhia pretende estar entre os principais protagonistas desse processo.
“O mercado vem se consolidando para grandes players, e a nossa estratégia é estar entre esses maiores consolidadores do país”, afirma Lorenzo.
Além dos queijos, a Piracanjuba busca ampliar sua participação em segmentos que hoje têm menor peso no faturamento da companhia. Entre eles estão a alimentação infantil, a nutrição farmacêutica e a suplementação alimentar.
Esse movimento ganhou impulso com a aquisição da marca Emana, em 2024. Em seguida, a empresa anunciou investimento de R$ 600 milhões para ampliar a produção de whey protein em sua torre de secagem no Paraná, a segunda maior do país.
Para Luiz Claudio Lorenzo, CEO da Piracanjuba, o objetivo é transformar essa categoria em um dos principais vetores de crescimento da companhia.
“Vamos passar a ser um grande produtor dessa proteína. É uma categoria em que vamos ter bastante relevância”, diz o executivo.
Com meta de alcançar R$ 13 bilhões em vendas neste ano, crescimento previsto de 8,5%, a Piracanjuba reforça uma estratégia baseada em três pilares: ampliar a captação de leite em regiões estratégicas, fortalecer a presença em produtos de maior valor agregado e utilizar aquisições para ganhar escala em um mercado que a própria empresa acredita caminhar para uma concentração cada vez maior.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Pipeline






