ESPMEXENGBRAIND
14 jul 2026
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📉 A Conaprole projeta receber 1,72 bilhão de litros de leite, mas a menor demanda internacional reduz as perspectivas de vendas na primavera.
🥛 O maior volume de leite da história da Conaprole coincide com um cenário internacional menos favorável para leite em pó e queijos.
🥛 O maior volume de leite da história da Conaprole coincide com um cenário internacional menos favorável para leite em pó e queijos.

A Conaprole deverá encerrar o exercício 2025/26 com a maior captação de leite de sua história, estimada em 1,72 bilhão de litros.

O dado confirma um momento excepcional para a produção uruguaia, mas também evidencia um desafio diferente daquele enfrentado em anos anteriores: transformar esse volume recorde em vendas em um mercado internacional que perdeu ritmo.

O contraste entre produção e comercialização passou a definir o cenário da cooperativa. Se até recentemente a preocupação era atender à oferta crescente de leite, agora a prioridade está em encontrar destino para a produção da primavera.

O crescimento da captação representa aproximadamente 200 milhões de litros a mais do que no ciclo anterior e deverá gerar cerca de US$ 80 milhões adicionais para os produtores em relação ao último exercício. Segundo o diretor da cooperativa, Daniel Laborde, o preço recebido pelos remetentes permanece entre 16 e 17 pesos por litro, nível semelhante ao observado nos últimos anos em moeda local, enquanto o maior volume amplia o faturamento das propriedades.

A expectativa é que o pico de produção da primavera alcance entre 6,4 milhões e 6,5 milhões de litros por dia, consolidando uma oferta significativamente superior à da temporada passada.

Entretanto, o desempenho produtivo deixou de ser o principal fator para o resultado da cooperativa. O ambiente comercial mudou de forma relevante.

Diferentemente de campanhas anteriores, quando boa parte da produção da primavera já estava comprometida por contratos antes mesmo de ser entregue, neste ano esse volume ainda não possui destino assegurado. A mudança reflete o enfraquecimento da demanda internacional por leite em pó integral, leite em pó desnatado e queijos, produtos que concentram parte importante das vendas da cooperativa.

Segundo Laborde, atualmente a Conaprole está comercializando aproximadamente metade do volume mensal que conseguia colocar no mercado há um ano. Ao mesmo tempo, as cotações internacionais seguem pressionadas. Na última rodada do Global Dairy Trade (GDT), o leite em pó integral registrou queda próxima de 7%, reforçando o ambiente de incerteza para os exportadores.

Esse novo contexto também altera as expectativas dos produtores em relação ao encerramento do exercício.

Há poucos meses existia maior confiança na possibilidade de uma reliquidação adicional aos cooperados. Agora, essa perspectiva perdeu força diante da piora do mercado internacional. O próprio Daniel Laborde reconheceu que a segurança sobre esse pagamento é menor do que era três meses atrás, acompanhando a mudança nas projeções para o comércio internacional de lácteos.

Diante desse cenário, a estratégia da Conaprole passa por uma mudança de foco. Em vez de apostar em uma reliquidação expressiva ao final do exercício, a prioridade será preservar o valor atualmente pago pelo leite durante a primavera. A cooperativa procura equilibrar um volume recorde de matéria-prima com um mercado externo mais lento, buscando sustentar a rentabilidade dos produtores mesmo em um ambiente comercial menos favorável.

*Produzido pela eDairyNews Br, com informações publicadas por EDairyNews Es

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