O Laticínio Alto Alegre completa 25 anos mantendo uma estratégia voltada à ampliação do valor agregado da produção.
A empresa chega a esse marco combinando crescimento industrial, diversificação do portfólio, investimentos em automação e novos projetos para aproveitar melhor a matéria-prima.
Criado a partir da associação de produtores Aprual, em Verê, o empreendimento nasceu em 1995 com o objetivo de agregar valor à produção de leite e melhorar a renda de 23 associados. Atualmente, a associação reúne 16 holdings familiares. A indústria entrou em operação em 2001, com apoio do programa Fábrica do Agricultor, do Governo do Estado e da Prefeitura de Verê.
Os números refletem a evolução da operação. Hoje, o laticínio emprega 220 colaboradores, recebe mais de 300 mil litros de leite por dia, registrou faturamento de R$ 360 milhões em 2025 e opera sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF).
Ao longo desse período, a empresa adaptou processos internos às mudanças regulatórias, sanitárias e de inspeção, além de atualizar sua logística de distribuição para atender redes varejistas e supermercados.
Segundo o diretor Lino Zeni, a competitividade da empresa está apoiada em dois pilares: produzir com qualidade e construir parcerias consistentes em toda a cadeia, desde os colaboradores até os distribuidores.
Essa estratégia também depende da evolução da produção nas propriedades fornecedoras. Para a empresa, a qualidade do leite começa no campo, razão pela qual incentiva melhorias na gestão e na produção. Embora o número de produtores tenha diminuído nos últimos cinco anos, a avaliação é que os fornecedores que permaneceram passaram a investir mais nas propriedades, na assistência técnica e na administração do negócio.
A busca por maior valor agregado também aparece na composição do portfólio. O Alto Alegre possui atualmente um mix de 30 produtos e direciona investimentos para categorias que apresentam maior participação ou crescimento de demanda.
O queijo fatiado representa 15% da produção e motivou a implantação de uma segunda linha automática, com expectativa de elevar essa participação para entre 20% e 30%. A empresa também adquiriu uma linha automatizada com robô para a embalagem primária e secundária da muçarela.
Ao mesmo tempo, a indústria pretende ampliar a produção de barras de queijo de quatro quilos como alternativa para agregar maior valor. Outro movimento ocorre com o queijo coalho, cuja fabricação está sendo ampliada em resposta ao aumento da procura. A nata, por sua vez, continua apresentando forte aceitação na Região Sul.
O próximo passo previsto pela empresa envolve o aproveitamento da proteína do soro. Atualmente, a concentração de sólidos já é realizada de 7% para 21%, enquanto estudos de parceria buscam viabilizar a transformação do soro em pó e, posteriormente, a produção de whey protein destinado a barras de cereais, suplementação humana e alimentação animal.
Assim, o aniversário de 25 anos não representa apenas um marco da trajetória da empresa, mas também o início de uma nova etapa baseada em investimentos voltados à eficiência industrial, ao desenvolvimento de produtos de maior valor agregado e ao melhor aproveitamento do leite processado.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Jornal de Beltrão






