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15 jul 2026
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Depois de anos de trabalho manual, uma família produtora transformou a propriedade para garantir continuidade no leite 🌱
Com apoio financeiro, os Risse modernizaram o sistema de produção e criaram condições para a entrada dos filhos no negócio. 🔄
Com apoio financeiro, os Risse modernizaram o sistema de produção e criaram condições para a entrada dos filhos no negócio 🔄

A sucessão familiar no leite foi o ponto de partida para uma transformação que mudou a rotina da família Risse, em Concórdia do Oeste (PR).

Depois de décadas dedicadas à produção leiteira, Arno e Marlize Risse perceberam que a continuidade do negócio dependeria de tornar a atividade mais moderna e atrativa para a próxima geração.

A resposta veio com um investimento de R$ 5 milhões, que permitiu a instalação de dois kits de ordenhadeira robotizada da empresa alemã GEA, além de adequações estruturais na propriedade. O objetivo não era apenas aumentar a produção, mas criar condições para que a filha Jaqueline e o genro Odair pudessem assumir novos papéis dentro da atividade.

A história da família começou muito antes da tecnologia chegar à fazenda. Natural do Rio Grande do Sul, Arno chegou ainda criança ao oeste paranaense com os pais e as irmãs. Aos sete anos, já participava das atividades da propriedade, entre lavoura e criação de animais.

A produção de leite nasceu de forma simples, com poucas vacas e ordenha manual. Depois de um período afastado da atividade, Arno retomou a produção há 36 anos ao lado de Marlize. “Começamos do zero novamente, com poucas vaquinhas, comprei algumas do meu sogro e fui aumentando o plantel aos poucos”, relembra o produtor.

Ao longo dessa trajetória, a família construiu uma relação de parceria com a Sicredi Progresso PR/SP, onde Arno é associado desde 1998. O primeiro financiamento realizado foi para a compra de um caminhão, investimento que marcou o início de uma sequência de projetos apoiados pela cooperativa.

A decisão que mudou o futuro da propriedade

Durante anos, a ordenha manual fez parte da rotina da família. Mas, com o passar do tempo, os desafios da atividade leiteira fizeram Arno considerar até mesmo a possibilidade de encerrar a produção.

A mudança aconteceu quando Jaqueline e Odair passaram a participar das decisões do negócio. A família começou a buscar alternativas para reduzir o desgaste da rotina e permitir que a nova geração tivesse interesse em permanecer no campo.

A ideia da ordenha robotizada surgiu após uma visita a uma feira do setor em Castro (PR). Foram cerca de nove anos avaliando a viabilidade do investimento até que a decisão fosse tomada.

“Minha filha e meu genro vieram junto e tomamos a decisão de trabalhar com a ordenhadeira robotizada para facilitar um pouco mais a atividade”, conta Arno.

Com os equipamentos instalados, os dois robôs passaram a realizar a ordenha automaticamente durante 24 horas por dia. As vacas acessam voluntariamente o sistema, que registra informações individuais sobre produção, alimentação, ruminação e saúde animal.

Mais produção e uma nova rotina

A tecnologia trouxe impacto direto nos indicadores da propriedade. A produção média aumentou cerca de 10 litros por vaca/dia, chegando a aproximadamente 40 litros diários por animal.

Atualmente, a fazenda produz cerca de 150 mil litros de leite por mês, uma média de 5 mil litros por dia.

Mas a transformação não ficou restrita aos números. Para Marlize, que passou décadas realizando ordenhas manuais, a mudança também representou uma melhoria na qualidade de vida.

O trabalho repetitivo havia afetado sua saúde, enquanto a rotina rígida da produção leiteira limitava momentos de descanso e convivência familiar. Com a automatização, a família ganhou mais flexibilidade para organizar as atividades sem abandonar o negócio construído ao longo dos anos.

Um legado preparado para a próxima geração

Para colocar o projeto em prática, a família contou com uma operação de financiamento considerada inédita na região, já que a tecnologia de ordenha robotizada ainda era uma novidade local.

“Graças a Deus que o Sicredi estava do nosso lado. Foi rápido para liberar. Se não fosse a Cooperativa, a gente ainda estaria tirando leite manualmente”, afirmou Marlize.

Além dos robôs, o investimento envolveu ampliações na estrutura da propriedade, incluindo novos espaços de confinamento, adequações dos barracões, sala de ordenha e áreas de manejo.

Hoje, Jaqueline e Odair participam da sociedade e da gestão da atividade, enquanto uma nova geração começa a se aproximar do campo. A neta Stephany acompanha a rotina da fazenda e demonstra interesse pelos animais.

“É eles que vão levar isso para frente agora”, destacou Arno.

A trajetória da família Risse mostra como a combinação entre planejamento, acesso ao crédito e tecnologia pode transformar uma preocupação em oportunidade: garantir que uma atividade construída durante décadas continue nas mãos da próxima geração.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Sicredi 

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