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23 jul 2026
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🐄 Como a automação na pecuária leiteira devolveu tempo e flexibilidade a uma família de produtores no Rio Grande do Sul
⏱️ Rotina sem horário fixo: veja como a automação na pecuária leiteira mudou o dia a dia de um tambo gaúcho
⏱️ Rotina sem horário fixo: veja como a automação na pecuária leiteira mudou o dia a dia de um tambo gaúcho

Trocar um horário fixo de limpeza por uma rotina que a família decide caso a caso: Essa é, na prática, uma das mudanças que a automação na pecuária leiteira tem trazido para dentro das propriedades brasileiras.

Não se trata apenas de comprar um equipamento, mas de reorganizar o tempo disponível para gestão, manejo e, principalmente, para a vida da família produtora.

Na Fazenda Tambo A. Becker, em Salvador do Sul (RS), essa decisão já rendeu resultados concretos. A propriedade, que mantém 129 vacas em lactação, já operava com o robô de ordenha Astronaut A5 quando decidiu dar um passo além: há cerca de um ano, incorporou também o Discovery Collector, equipamento que assumiu a limpeza automatizada dos corredores do confinamento — tarefa que antes exigia trator e várias horas diárias de trabalho manual.

O primeiro efeito prático apareceu na organização do dia. Segundo o produtor Adair Becker, a limpeza deixou de impor um horário rígido à rotina da propriedade. “Não precisamos mais interromper outras atividades para realizar a limpeza em um horário determinado. Conseguimos organizar melhor o dia e trabalhar com muito mais tranquilidade”, relata.

Para quem avalia investir em automação, um dado pesa na decisão: confiabilidade. Depois de aproximadamente um ano em operação, o robô de limpeza não exigiu nenhuma manutenção corretiva — apenas os procedimentos rotineiros de limpeza do próprio equipamento. É um fator que reduz o risco percebido por quem ainda hesita em automatizar essa etapa da produção.

A mudança também se refletiu diretamente em quem executava a tarefa manualmente. Luis Eduardo Becker, filho da família, era o responsável pela limpeza diária dos corredores e das camas do confinamento. “Antes, a limpeza dos corredores e das camas fazia parte da rotina todos os dias e exigia bastante tempo. Hoje, o robô assume essa atividade, restando apenas a limpeza das camas, o que tornou o trabalho muito mais leve”, conta.

Do ponto de vista sanitário, a frequência da limpeza automatizada trouxe um efeito colateral positivo. Com a retirada constante dos dejetos, os animais têm menos contato com resíduos e chegam mais limpos às camas. “Os corredores permanecem limpos durante todo o dia, as vacas chegam mais limpas às camas e há menor acúmulo de esterco nas instalações”, descreve Luis Eduardo. Ambientes nessas condições favorecem o bem-estar animal e facilitam o manejo diário — um retorno que não aparece na planilha de custos, mas pesa na rotina.

Para a produtora Tatiana Becker, o benefício mais relevante não é operacional, mas geracional. A tecnologia funciona como argumento concreto para manter os filhos na atividade leiteira. “É uma forma de incentivar nossos filhos a permanecerem na atividade. Trabalhar sabendo que existem máquinas capazes de auxiliar nas tarefas traz mais tranquilidade e melhora significativamente a qualidade de vida”, afirma.

Essa leitura é compartilhada por quem acompanha o setor de perto. Thiago Souza, especialista comercial de soluções para alimentação e manejo de dejetos da Lely, explica que os equipamentos automatizados foram pensados justamente para eliminar tarefas repetitivas da rotina do produtor. “A limpeza frequente dos corredores melhora o ambiente para os animais, reduz o tempo gasto com tarefas operacionais e contribui para uma melhor qualidade de vida das famílias rurais. Cada vez mais, a automação também se torna um fator importante para estimular a permanência das novas gerações na atividade leiteira”, avalia.

O caso da Fazenda Tambo A. Becker resume, na prática, o que está por trás da decisão de automatizar: menos horas presas a uma tarefa fixa, mais previsibilidade operacional e um argumento a mais para quem pensa em passar a propriedade adiante. Para o produtor que ainda avalia esse investimento, a experiência gaúcha indica onde observar: tempo recuperado, confiabilidade do equipamento e o efeito sobre quem, na família, decide ficar ou sair da atividade.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Portal do Agronegócio

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