Para quem cria suínos ou aves integrados à Aurora Coop, o bem-estar animal deixou de ser apenas uma orientação de manejo e passou a ser acompanhado por indicadores próprios.
A cooperativa estruturou um sistema de monitoramento contínuo que passa a medir, de forma sistemática, práticas ligadas à criação, ao manejo, ao transporte e ao processamento dos animais em toda a sua cadeia produtiva.
A mudança não surgiu do dia para a noite. Ela é resultado de uma trajetória iniciada em 2008, quando a Aurora Coop passou a adotar os princípios do Programa Nacional de Abate Humanitário, tornando-se pioneira nessa frente no país — uma iniciativa reconhecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pela World Animal Protection (WAP).
Foi esse ponto de partida que, ao longo de mais de duas décadas, foi transformando o manejo dentro das granjas em um modelo cada vez mais estruturado e orientado por critérios técnicos.
Para o produtor integrado, essa evolução se traduz em exigências concretas dentro da porteira. O diretor vice-presidente de agronegócios da cooperativa, Marcos Antônio Zordan, explica que o Programa de Bem-Estar Animal da Aurora Coop está fundamentado nos princípios do protocolo internacional Welfare Quality® e estabelece diretrizes sobre saúde, conforto, comportamento natural e manejo adequado em todas as fases de produção.
Segundo ele, a cooperativa também implementou uma Política de Bem-Estar Animal, que reforça o compromisso de Tolerância Zero contra maus-tratos e distribui a responsabilidade entre colaboradores, produtores integrados e parceiros da cadeia.
Na prática, isso já apareceu em mudanças que afetam diretamente a rotina de quem cria os animais: a ampliação dos sistemas de gestação coletiva para matrizes suínas, a implantação de enriquecimento ambiental para aves e suínos, a adoção integral da política Cage-Free para os ovos usados na industrialização e a modernização dos sistemas de transporte de aves.
A capacitação contínua dos profissionais envolvidos em toda a cadeia também integra esse conjunto de ações, junto com auditorias periódicas, programas de certificação de propriedades rurais e avaliações técnicas permanentes.
O novo passo dado pela cooperativa é justamente transformar essas práticas em números. Com os indicadores, a Aurora Coop passa a acompanhar o desempenho dos processos, identificar oportunidades de melhoria, direcionar investimentos e priorizar ações de desenvolvimento dentro da cadeia — o que, segundo a lógica interna do programa, resume-se à ideia de que “quem não mede não gerencia”.
O acompanhamento rotineiro dessas informações passa a embasar decisões que impactam diretamente o dia a dia dos produtores, dos investimentos em infraestrutura e ambiência até os planos de capacitação.
Esse controle de dados também se conecta a um sistema estruturado de monitoramento e notificação de fornecedores. Todos os animais recebidos nas unidades industriais passam por avaliação, o que permite identificar eventuais não conformidades e aplicar medidas corretivas quando necessário — um processo que atinge diretamente a relação entre a indústria e o produtor rural.
A cooperativa é hoje auditada por protocolos internacionais específicos de bem-estar animal, como os padrões do North American Meat Institute (NAMI) e da NSF – Global Animal Wellness Standards, o que reforça o alinhamento das granjas integradas às referências globais do setor.
Para a Aurora Coop, os indicadores não são apenas uma ferramenta de controle, mas a consolidação de uma cultura construída ao longo dos anos, que conecta bem-estar animal, qualidade dos processos, eficiência operacional e sustentabilidade. A cooperativa afirma seguir investindo em conhecimento, inovação e melhoria contínua, também alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Mais informações sobre os compromissos e iniciativas da cooperativa estão disponíveis na página de Bem-Estar Animal da Aurora Coop: https://auroracoop.com.br/sustentabilidade/bem-estar-animal/nossos-compromissos/






