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28 jul 2026
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Uma jurada conta o que ninguém vê durante o julgamento de um dos maiores concursos do país 🧀
Patrícia Rosa de Souza, jurada do IX Prêmio Queijo Brasil, avalia uma das peças de queijo artesanal inscritas no concurso realizado em Blumenau (SC).
Patrícia Rosa de Souza, jurada do IX Prêmio Queijo Brasil, avalia uma das peças de queijo artesanal inscritas no concurso realizado em Blumenau (SC).

Uma peça de queijo chega à mesa de avaliação sem nome, sem marca e sem origem. Os jurados não sabem se aquele queijo veio de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul ou de Santa Catarina, nem quem o produziu.

Sabem apenas o que têm diante de si: aparência, aroma, textura, equilíbrio e sabor. É assim que funciona o julgamento do Prêmio Queijo Brasil, considerado o maior concurso nacional dedicado aos queijos artesanais do país.

A avaliação às cegas existe justamente para que a qualidade seja o único critério de julgamento. Mas quem participa do processo como jurada, como é o caso de Patrícia Roza, sabe que o verdadeiro peso do concurso aparece depois que as medalhas são entregues.

Criado em 2014, o Prêmio Queijo Brasil reúne produtores de todas as regiões do país, além de especialistas, pesquisadores, técnicos e consumidores, todos em torno de um mesmo objetivo: valorizar o queijo brasileiro e quem está por trás dele. Nos próximos dias, o concurso acontece em Blumenau (SC), reunindo esse universo de gente ligada à produção artesanal.

Para muitos produtores, uma medalha não é apenas um selo bonito na embalagem. Ela abre portas para novos mercados, fortalece a confiança do consumidor e amplia oportunidades comerciais. Em várias propriedades rurais, esse reconhecimento representa a diferença entre manter ou não a atividade da família, investir na queijaria e convencer as novas gerações a continuar no campo.

O evento não se resume ao julgamento. Em paralelo, acontece o Festival Nacional do Queijo, com dezenas de expositores, palestras, oficinas, harmonizações e espaços de troca entre produtores, pesquisadores e profissionais da gastronomia — um ambiente em que tradição e inovação caminham lado a lado.

Produtores da Serra Gaúcha e do Rio Grande do Sul também vêm ganhando espaço nesse cenário, conquistando posições em concursos nacionais e internacionais e mostrando que técnica, terroir e dedicação colocam os queijos da região entre os melhores do Brasil.

Para quem julga, cada peça avaliada carrega meses de trabalho, conhecimento passado entre gerações e o esforço diário de famílias que optaram por continuar produzindo no meio rural. Avaliar um queijo, nesse contexto, nunca é apenas avaliar um alimento — é reconhecer pessoas, territórios e uma cultura que segue conquistando espaço na mesa dos brasileiros.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Leouve

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