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30 jul 2026
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🚛 O que aproxima pequenas queijarias mineiras de grandes indústrias pode ser a chave para o crescimento em MT.
Minas
Uma comitiva cruzou o país atrás de respostas que podem mudar o rumo de um setor inteiro em Mato Grosso.

Uma comitiva de empresários do setor de laticínios de Mato Grosso passou três dias imersa na rotina de quem faz do leite um negócio consolidado. Entre os dias 14 e 16 de julho, o grupo participou da Missão Minas Láctea 2026, em Juiz de Fora (MG), com um objetivo direto: trazer para dentro das indústrias mato-grossenses práticas de gestão e tecnologia já testadas em um dos maiores polos leiteiros do país.

A iniciativa partiu do Sebrae Mato Grosso, por meio do programa Empreenda Mais Ind, com apoio do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Mato Grosso (Sindilat-MT) e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt). O roteiro foi pensado para mostrar a cadeia láctea em suas diferentes escalas: da produção artesanal à industrial de grande porte.

Os participantes conheceram a Queijaria La Porta, tradicional na fabricação do Queijo Minas Artesanal, e também visitaram a Piracanjuba, referência em produção industrial de grande escala. Entre um extremo e outro, o grupo passou pelo Laticínio Serra Negra, de porte intermediário — modelo mais próximo da realidade de boa parte das indústrias mato-grossenses.

A programação incluiu ainda a feira Minas Láctea, apontada como uma das maiores vitrines de tecnologia, insumos e equipamentos para lácteos da América Latina.

Para a gestora Estadual do Agro do Sebrae/MT, Valéria Pires, o valor da missão está na troca entre realidades produtivas diferentes. Segundo ela, aproximar os participantes de outros sistemas de produção, industrialização e gestão amplia a visão dos empresários e fortalece a competitividade dos negócios em Mato Grosso.

Essa percepção é compartilhada por quem esteve na comitiva. O vice-presidente e diretor comercial da Coopernova, Milton Dalmolin, destacou que o acesso a bastidores industriais e a redes de contato dificilmente seria alcançado em uma viagem independente.

Segundo ele, pequenas indústrias tiveram contato com informações, equipamentos e soluções que talvez não conseguissem acessar sozinhas — e a rede criada entre os empresários segue ativa, com trocas de experiência que continuam mesmo após o fim da missão.

A analista técnica do Sebrae Mato Grosso, Glades Kellen Machado, chamou atenção para outro ponto que atravessou toda a programação: o desempenho da indústria depende diretamente da organização que acontece antes dela, dentro da porteira. Assistência técnica, uso de indicadores de desempenho, agregação de valor ao produto final e integração entre produtor e indústria apareceram como pilares recorrentes nas visitas.

Os aprendizados da missão já têm destino definido. O conteúdo será incorporado ao Projeto Boas Práticas na Pecuária, conduzido pelo Sebrae/MT em parceria com a organização The Nature Conservancy (TNC), com foco em produtividade, sustentabilidade ambiental e eficiência econômica para os produtores atendidos no estado.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Cenário MT

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