A Expo Bacia Leiteira chega à edição de 2026 com um movimento que amplia seu alcance dentro do agro de Alagoas. Tradicionalmente ligada à pecuária leiteira, a feira passou a despertar o interesse de produtores de outros segmentos, o que abre espaço para uma exposição mais diversificada e com maior integração entre diferentes atividades produtivas.
O evento será realizado de 14 a 18 de outubro, no Parque Mair Amaral, em Batalha, reunindo pecuaristas e empresas ligadas ao setor lácteo.
A proposta inclui inovação, troca de experiências e capacitação, mas a edição deste ano ganha peso adicional pelo aumento da procura de criadores de outras cadeias.
Segundo André Ramalho, presidente do Sindileite-AL, produtores de ovinos e caprinos já demonstraram interesse em participar da exposição e em contar com espaços próprios para apresentação e avaliação dos animais.
Esse movimento pode abrir caminho, em uma etapa posterior, para uma feira ainda mais ampla.
A pecuária leiteira continua no centro
Mesmo com a ampliação do interesse, o leite segue como eixo principal da Expo Bacia Leiteira.
Para Ramalho, a feira tem papel importante ao mostrar a força da atividade em Alagoas e na região Nordeste, especialmente em um momento que ele considera positivo pela chegada de novas indústrias.
Na visão do dirigente, esse avanço precisa vir acompanhado de apoio ao produtor.
Ele destaca a importância de a indústria contribuir não apenas com desenvolvimento técnico, mas também com acesso à informação, tecnologia e formação.
A leitura é que a expansão industrial e a melhoria da produção precisam caminhar juntas.
O desafio de diversificar o semiárido
Outro ponto destacado pela organização é a necessidade de ampliar as possibilidades produtivas no semiárido.
A procura de criadores de ovinos e caprinos aparece, nesse contexto, como sinal de uma possível diversificação da feira e da própria agenda regional.
Ramalho ressalta que, embora existam diferentes segmentos — leite, carne, bovinos, suínos e aves — todos fazem parte de uma mesma base produtiva e enfrentam desafios semelhantes.
Entre eles, está a necessidade de produzir alimentos de qualidade com custos competitivos.
A feira passa, assim, a funcionar não apenas como vitrine da pecuária leiteira, mas também como espaço de encontro entre diferentes cadeias que compartilham problemas e oportunidades.
Genética, tecnologia e mercado entram no debate
A Expo Bacia Leiteira também mantém uma função técnica.
Segundo Ramalho, a exposição permite mostrar a evolução genética dos rebanhos, as novas tendências de mercado e as tecnologias que chegam ao campo.
Ao mesmo tempo, o interesse de outros criadores reforça a possibilidade de ampliar a circulação de conhecimento entre diferentes atividades.
A edição de 2026, portanto, chega com duas frentes bem definidas: consolidar o espaço da pecuária leiteira e, ao mesmo tempo, abrir a porta para uma participação mais ampla de outros setores do agro.
Essa mudança dá à feira um papel maior dentro da região.
Mais do que reunir produtores de leite, a Expo Bacia Leiteira começa a se posicionar como um ponto de conexão entre diferentes segmentos produtivos do semiárido de Alagoas.
*Producido por eDairyNews, con información publicada por Alagoas na Net






