O leite em Mato Grosso encerrou o primeiro semestre de 2026 com preço médio de R$ 2,03 por litro, 12,12% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
Ao mesmo tempo, os indicadores mais recentes apontam para uma recuperação das cotações e para uma menor disponibilidade de matéria-prima no mercado estadual.
A fotografia do semestre, portanto, é diferente da trajetória observada nos últimos meses. O valor médio acumulado ficou pressionado pelo desempenho do primeiro trimestre, enquanto o preço pago ao produtor em julho, referente ao leite captado em junho, avançou pelo quinto mês consecutivo.
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Preço médio no 1º semestre de 2026 | R$ 2,03/litro |
| Variação ante o 1º semestre de 2025 | -12,12% |
| Preço referente ao leite de junho, pago em julho | R$ 2,27/litro |
| Variação ante maio | +4,96% |
O primeiro semestre de 2025 havia estabelecido o maior preço médio para o período desde o início da série histórica, em 2015. A comparação com essa base ajuda a dimensionar a queda registrada neste ano.
Mas o comportamento mensal mudou.
Em maio, o leite estava cotado a R$ 2,16 por litro. No mês seguinte, o valor chegou a R$ 2,27, uma alta de 4,96%. Foi o quinto avanço consecutivo, indicando uma sequência de recuperação das cotações depois dos valores mais baixos registrados no começo de 2026.
A oferta também mudou
Enquanto os preços retomavam força, a captação seguia em outra direção.
O Índice de Captação de Leite de Mato Grosso (ICAP-L) registrou média de 45,66% no primeiro semestre, queda de 5,68 pontos percentuais frente ao mesmo período de 2025. Esse foi o menor resultado da série histórica.
O dado reforça a menor disponibilidade de matéria-prima observada no mercado estadual durante o semestre.
| Captação de leite em MT | 1º semestre de 2026 |
| ICAP-L | 45,66% |
| Variação anual | -5,68 p.p. |
| Posição na série histórica | Menor nível registrado |
A combinação entre preços em recuperação e menor disponibilidade de leite ganha importância diante da chegada do período de seca.
Segundo a análise do Imea, a redução das chuvas deve influenciar as captações nos próximos meses. Com menos matéria-prima disponível, a disputa entre as indústrias pela aquisição do leite tende a aumentar.
É nesse ponto que os números do semestre deixam de ser apenas uma fotografia dos preços.
Para as indústrias, a necessidade de garantir o abastecimento de matéria-prima durante o período de menor disponibilidade pode alterar a dinâmica do mercado estadual. Para o produtor, o movimento recente das cotações ocorre depois de um primeiro semestre marcado por preços médios inferiores aos do ano anterior.
O próximo período, portanto, começa com dois indicadores para acompanhar de perto: a evolução da captação e a trajetória do preço pago pelo leite.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Agrolink






