ESPMEXENGBRAIND
13 ago 2026
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Os embarques cresceram em ritmo acelerado e um destino se destacou muito acima dos demais no resultado do mês 🚢
O desempenho de julho colocou um produto e um mercado em posição de destaque nas vendas externas do país vizinho. 🔎
O desempenho de julho colocou um produto e um mercado em posição de destaque nas vendas externas do país vizinho 🔎

As exportações de lácteos do Uruguai tiveram em julho um dos melhores desempenhos da série histórica, mas o dado que mais interessa à cadeia brasileira está na composição desse resultado:

O Brasil respondeu por 31,5% das compras externas uruguaias no mês.

O movimento veio acompanhado de um salto expressivo nos embarques. Foram 26,19 mil toneladas exportadas em julho, contra 18,97 mil toneladas no mesmo mês de 2025, crescimento de aproximadamente 38%.

Em dinheiro, o avanço também foi significativo. As vendas externas chegaram a US$ 98,3 milhões, 32% acima dos US$ 74,3 milhões registrados um ano antes.

Foi o melhor resultado mensal de 2026 tanto em faturamento quanto em volume. Na série histórica iniciada em 2007 pelo Instituto Nacional de la Leche (Inale), julho de 2026 ficou como o quinto maior mês em valor exportado.

O Brasil aparece distante dos demais compradores

A posição brasileira ganha relevância quando os destinos são colocados lado a lado.

Em julho, o Brasil importou quase 8 mil toneladas de produtos lácteos uruguaios. A Argélia, segunda colocada, comprou 4,6 mil toneladas.

Em participação nas exportações do mês, o Brasil ficou com 31,5%, enquanto a Argélia respondeu por 18,2%. Somados, os dois mercados representaram metade das vendas externas uruguaias de lácteos em julho.

Na sequência apareceram Nigéria, com 7,6%; Venezuela, com 6,7%; e México, com 5,9%.

Os demais integrantes dos dez principais destinos foram Mauritânia e Panamá, com 3% cada; Egito, com 2,8%; Emirados Árabes Unidos, com 2,6%; e Argentina, com 2,5%.

Para a cadeia brasileira, portanto, o dado mais relevante não está apenas no crescimento das exportações uruguaias, mas no peso que o mercado nacional teve nesse avanço.

Leite em pó integral sustenta o acumulado

O desempenho de julho reforçou também a importância do leite em pó integral na pauta exportadora uruguaia.

Entre janeiro e julho, o produto gerou US$ 366 milhões em exportações, alta de 11% sobre o mesmo período de 2025. O volume acumulado chegou a 99.709 toneladas, 21% acima do registrado até julho do ano passado.

Somando todos os produtos, as exportações de lácteos do Uruguai alcançaram US$ 539 milhões nos sete primeiros meses de 2026, crescimento de 6% na comparação anual.

Os demais produtos apresentaram comportamentos distintos.

O leite em pó desnatado acumulou US$ 33 milhões, com alta de 4% em valor e queda de 1% em volume. Os queijos recuaram 1% em valor, para US$ 50 milhões, enquanto o volume caiu 3%.

Já a manteiga chegou a US$ 42 milhões no acumulado, com alta de 1% em valor e aumento de 17% no volume.

Preços mostram movimentos diferentes

Os números de preço ajudam a entender que o crescimento das exportações não ocorreu de maneira uniforme entre os produtos.

Em julho, o leite em pó integral alcançou preço médio de US$ 3.797 por tonelada, 26% acima do registrado em dezembro de 2025. Ainda assim, na comparação do acumulado do ano, o preço permanece 8% abaixo do observado em 2025.

No leite em pó desnatado, o preço médio ficou em US$ 3.478 por tonelada. Houve queda de 10% no mês, mas alta de 5% no acumulado do ano.

Os queijos registraram US$ 5.149 por tonelada, praticamente estáveis. A manteiga ficou em US$ 5.386 por tonelada, 21% abaixo do valor de dezembro e com queda acumulada de 13% no ano.

O contraste entre volume, faturamento e preços deixa um retrato mais complexo do comércio uruguaio de lácteos: julho trouxe forte expansão dos embarques, enquanto os preços tiveram trajetórias diferentes conforme o produto.

E, nesse cenário, o mercado brasileiro ocupa uma posição central. Com quase 8 mil toneladas adquiridas em apenas um mês e participação de 31,5% nas exportações uruguaias de lácteos, o Brasil foi, com folga, o principal destino do produto uruguaio em julho.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Sindilat

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