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30 ago 2026
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🧭 Quatro países, uma nova sigla e um nome à frente: veja como a multinacional está reorganizando seu comando na América do Sul.
Executivo chileno comandará nova estrutura da Nestlé no Cone Sul
Executivo chileno Rodrigo Camacho comandará nova estrutura da Nestlé no Cone Sul

A Nestlé está redesenhando seu mapa de comando na América do Sul. A partir de 1º de janeiro de 2027, Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai deixarão de operar sob a antiga configuração conhecida como Região Plata e passarão a integrar uma nova unidade batizada de Cono Sur, com sede fixada no Chile.

A decisão foi comunicada internamente nesta quarta-feira e chegou ao público por meio do portal chileno Diário Financiero, que teve acesso ao documento interno da companhia. Segundo essa informação, o comando da nova região ficará nas mãos de Rodrigo Camacho, atual CEO da Nestlé Chile, que assumirá como head regional da operação consolidada mantendo sua base no país.

O movimento não é isolado. Ele se encaixa em um processo mais amplo que a Nestlé já vinha aplicando ao longo de 2026: a companhia iniciou a integração de Peru, Colômbia, Equador e Bolívia sob uma mesma organização, a chamada Região Andina, e desde o início do ano estendeu essa mesma lógica de consolidação para a América Central e o Caribe.

A criação do Cono Sur representa, portanto, a próxima etapa dessa reorganização por blocos regionais — desta vez alcançando o extremo sul do continente.

O que ainda não está definido é o desenho interno dessa nova estrutura. O material disponível não detalha mudanças em plantas, marcas ou dotações de pessoal nos quatro países envolvidos, e fontes próximas à companhia indicam que agora começa uma fase de análise, nos próximos meses, para definir como a operação consolidada vai funcionar na prática antes da entrada em vigor, em janeiro de 2027.

O peso da operação chilena dentro desse novo arranjo não é menor. O país conta com um plano de investimento de US$ 300 milhões anunciado recentemente pela companhia, além de nove fábricas produtivas e mais de 7 mil colaboradores — uma estrutura industrial que ajuda a explicar por que o Chile foi escolhido como sede da nova unidade regional, e não algum dos outros três mercados que passam a integrá-la.

Com a mudança, a Nestlé consolida um modelo de gestão que já vinha sendo testado em outras regiões da América Latina: menos unidades nacionais isoladas e mais blocos regionais com um único centro de decisão.

Para o mercado, a movimentação também é um sinal de como a multinacional está reorganizando sua presença latino-americana em um momento de investimentos ativos na região — com o Cono Sur se tornando, a partir de 2027, um dos principais pontos de referência dessa nova arquitetura.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas em LinkedIn

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