Ranking global das maiores empresas lácteas mostra uma indústria cada vez mais concentrada e, ao mesmo tempo, mais orientada para segmentos de maior valor.
Segundo o levantamento mais recente da RaboResearch, as 20 maiores companhias do setor somaram um faturamento combinado estimado em US$ 267 bilhões em 2025, alta de 5,4% em relação ao período anterior.
O movimento não se resume ao tamanho. O estudo aponta uma mudança na forma como essas empresas buscam competir: ao lado dos ganhos de escala, cresce a aposta em negócios especializados e em categorias capazes de gerar maior valor.
Nesse cenário, Lactalis manteve a liderança mundial, com faturamento estimado em US$ 40,2 bilhões em 2025. A empresa francesa também ampliou sua posição por meio de aquisições realizadas durante o ano, incluindo o negócio de iogurtes da General Mills nos Estados Unidos.
Na segunda posição aparece a suíça Nestlé, com US$ 23,7 bilhões, seguida pela Dairy Farmers of America, dos Estados Unidos, com US$ 23,1 bilhões.
A distância entre os primeiros colocados e o restante do ranking ajuda a dimensionar a concentração existente no setor. Ao mesmo tempo, a lista mostra a presença de empresas com estratégias e especializações distintas, incluindo ingredientes, foodservice, queijos e sorvetes.
As 20 maiores empresas
O ranking elaborado pela RaboResearch considera predominantemente estimativas de vendas de produtos lácteos, utilizando dados financeiros de 2025 e incorporando fusões e transações concluídas até 1º de julho de 2026.
- Lactalis — US$ 40,2 bilhões
- Nestlé — US$ 23,7 bilhões
- Dairy Farmers of America — US$ 23,1 bilhões
- Arla Foods — US$ 23 bilhões
- Danone — US$ 21,6 bilhões
- Yili — US$ 15,8 bilhões
- FrieslandCampina — US$ 14,3 bilhões
- Saputo — US$ 11,7 bilhões
- Mengniu — US$ 11,4 bilhões
- Fonterra — US$ 11,3 bilhões
- Magnum — US$ 9 bilhões
- Gujarat Cooperative Milk Marketing Federation — US$ 8,4 bilhões
- Savencia — US$ 8,4 bilhões
- Müller — US$ 8 bilhões
- Schreiber Foods — US$ 7,7 bilhões
- Sodiaal — US$ 7 bilhões
- Froneri — US$ 6,4 bilhões
- Agropur — US$ 6,4 bilhões
- Emmi — US$ 5,7 bilhões
- Grupo Lala — US$ 5,6 bilhões
Mais do que uma fotografia de faturamento, a composição do ranking evidencia uma indústria em busca de posições mais fortes em segmentos específicos.
De acordo com a RaboResearch, nutrição, ingredientes proteicos, queijos especiais e produtos lácteos funcionais estão entre os segmentos que impulsionam o crescimento do setor.
A lógica também aparece nas estratégias citadas no estudo. A Fonterra, por exemplo, vem aumentando o foco em ingredientes e foodservice, enquanto empresas como Magnum e Froneri representam uma especialização mais concentrada na categoria de sorvetes.
Para Lucas Fuess, analista sênior de lácteos da RaboResearch, o setor entra em uma fase marcada por consolidação, especialização e maior foco na criação de valor. Nesse cenário, a escala passa a ser considerada um requisito para competir no longo prazo.
A projeção apresentada pela consultoria aponta ainda para a continuidade da consolidação. A expectativa é de que, nos próximos anos, um número menor de empresas, porém maiores, controle uma parcela maior da produção mundial de leite.
O desafio, portanto, não está apenas em crescer. Para as empresas que disputam espaço nesse mercado, a combinação entre escala, inovação, diferenciação e produtos de maior valor aparece como um dos principais caminhos apontados pelo estudo para sustentar a posição no longo prazo.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Dairy Processing






