ESPMEXENGBRAIND
4 set 2026
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Entre aquisições, especialização e produtos de maior valor, os maiores grupos do setor desenham um novo cenário global 🥛
láctea industria
Os maiores nomes do setor ampliaram negócios em 2025, enquanto uma nova lógica de competição começa a ganhar espaço.

Ranking global das maiores empresas lácteas mostra uma indústria cada vez mais concentrada e, ao mesmo tempo, mais orientada para segmentos de maior valor.

Segundo o levantamento mais recente da RaboResearch, as 20 maiores companhias do setor somaram um faturamento combinado estimado em US$ 267 bilhões em 2025, alta de 5,4% em relação ao período anterior.

O movimento não se resume ao tamanho. O estudo aponta uma mudança na forma como essas empresas buscam competir: ao lado dos ganhos de escala, cresce a aposta em negócios especializados e em categorias capazes de gerar maior valor.

Nesse cenário, Lactalis manteve a liderança mundial, com faturamento estimado em US$ 40,2 bilhões em 2025. A empresa francesa também ampliou sua posição por meio de aquisições realizadas durante o ano, incluindo o negócio de iogurtes da General Mills nos Estados Unidos.

Na segunda posição aparece a suíça Nestlé, com US$ 23,7 bilhões, seguida pela Dairy Farmers of America, dos Estados Unidos, com US$ 23,1 bilhões.

A distância entre os primeiros colocados e o restante do ranking ajuda a dimensionar a concentração existente no setor. Ao mesmo tempo, a lista mostra a presença de empresas com estratégias e especializações distintas, incluindo ingredientes, foodservice, queijos e sorvetes.

As 20 maiores empresas

O ranking elaborado pela RaboResearch considera predominantemente estimativas de vendas de produtos lácteos, utilizando dados financeiros de 2025 e incorporando fusões e transações concluídas até 1º de julho de 2026.

  1. Lactalis — US$ 40,2 bilhões
  2. Nestlé — US$ 23,7 bilhões
  3. Dairy Farmers of America — US$ 23,1 bilhões
  4. Arla Foods — US$ 23 bilhões
  5. Danone — US$ 21,6 bilhões
  6. Yili — US$ 15,8 bilhões
  7. FrieslandCampina — US$ 14,3 bilhões
  8. Saputo — US$ 11,7 bilhões
  9. Mengniu — US$ 11,4 bilhões
  10. Fonterra — US$ 11,3 bilhões
  11. Magnum — US$ 9 bilhões
  12. Gujarat Cooperative Milk Marketing Federation — US$ 8,4 bilhões
  13. Savencia — US$ 8,4 bilhões
  14. Müller — US$ 8 bilhões
  15. Schreiber Foods — US$ 7,7 bilhões
  16. Sodiaal — US$ 7 bilhões
  17. Froneri — US$ 6,4 bilhões
  18. Agropur — US$ 6,4 bilhões
  19. Emmi — US$ 5,7 bilhões
  20. Grupo Lala — US$ 5,6 bilhões

Mais do que uma fotografia de faturamento, a composição do ranking evidencia uma indústria em busca de posições mais fortes em segmentos específicos.

De acordo com a RaboResearch, nutrição, ingredientes proteicos, queijos especiais e produtos lácteos funcionais estão entre os segmentos que impulsionam o crescimento do setor.

A lógica também aparece nas estratégias citadas no estudo. A Fonterra, por exemplo, vem aumentando o foco em ingredientes e foodservice, enquanto empresas como Magnum e Froneri representam uma especialização mais concentrada na categoria de sorvetes.

Para Lucas Fuess, analista sênior de lácteos da RaboResearch, o setor entra em uma fase marcada por consolidação, especialização e maior foco na criação de valor. Nesse cenário, a escala passa a ser considerada um requisito para competir no longo prazo.

A projeção apresentada pela consultoria aponta ainda para a continuidade da consolidação. A expectativa é de que, nos próximos anos, um número menor de empresas, porém maiores, controle uma parcela maior da produção mundial de leite.

O desafio, portanto, não está apenas em crescer. Para as empresas que disputam espaço nesse mercado, a combinação entre escala, inovação, diferenciação e produtos de maior valor aparece como um dos principais caminhos apontados pelo estudo para sustentar a posição no longo prazo.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Dairy Processing

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