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13 set 2026
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Tecnologia, nutrientes e preço: entenda por que especialistas defendem esse alimento tão popular 🥛
Rumores sobre o leite circulam nas redes, mas o que dizem médicos e nutricionistas é bem diferente 🥛
Rumores sobre o leite circulam nas redes, mas o que dizem médicos e nutricionistas é bem diferente 🥛

Em meio a rumores e desinformação que circulam nas redes sociais sobre os efeitos do leite de vaca na saúde, médicos e nutricionistas reafirmam que o leite é seguro e saudável para a maioria da população.

A posição não é isolada: em 2023, a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) e a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) divulgaram um documento conjunto no qual destacam que o leite é um alimento historicamente consumido pelo ser humano, que evoluiu como fonte de nutrientes — condição que se estende também aos seus derivados.

A escala do consumo global reforça essa avaliação. Segundo a International Dairy Federation (IDF), o leite de vaca é consumido regularmente por 6,5 bilhões de pessoas em todo o mundo, o equivalente a mais de 80% da população mundial.

Para a nutricionista Carolina Nobre, especializada em Nutrição Clínica Funcional e que atende no Órion Complex, em Goiânia, esse volume de consumo tem respaldo nutricional: “O leite é sim um alimento muito interessante. Rico em proteínas, cálcio e muitos minerais, é fundamental para nossa saúde óssea e muscular em todas as fases da vida, da infância à terceira idade”, afirma.

Além do valor nutricional, a especialista chama atenção para outro fator que explica a presença do leite na mesa de tantas pessoas: o preço. “É um alimento bem versátil e acessível, inclusive às camadas sociais de baixa renda”, destaca Nobre, ao descrever o leite como uma opção barata e de fácil distribuição.

A segurança do produto, segundo a nutricionista, também evoluiu de forma significativa nas últimas décadas, acompanhando avanços nas tecnologias de processamento e envase. As versões UHT — o chamado leite longa vida — e o uso em larga escala de embalagens cartonadas assépticas ampliaram a durabilidade do produto, em contraste com os antigos saquinhos de plástico, muito mais perecíveis.

Essas mudanças no processamento também abriram espaço para uma oferta mais diversa, adaptada a diferentes necessidades nutricionais. É o que explica Vinícius Junqueira, diretor de marketing da Marajoara Laticínios: o leite UHT padrão tem, em média, 3% de gordura; o semidesnatado varia entre 1,5% e 0,7%; e o desnatado fica abaixo de 0,5%.

Já o leite integral não passa por remoção de gordura, mantendo grande parte de suas características nutricionais originais. Em nenhum dos casos — reforça Junqueira — a pasteurização ou a redução do teor de gordura alteram as qualidades nutricionais do produto; a diferença está apenas na quantidade de gordura presente.

Outra variação que ganhou espaço nas prateleiras é o leite zero lactose, que preserva integralmente os valores nutritivos do leite comum.

Segundo Junqueira, o processo utiliza enzimas chamadas lactase, que quebram a lactose em glicose e galactose ao longo de aproximadamente 24 horas, dentro de tanques de inox equipados com hélices que misturam o líquido e favorecem a quebra das moléculas. “A enzima introduzida faz uma espécie de ‘digestão externa’ da lactose”, explica.

Entre a evolução tecnológica do processamento e a diversidade de opções hoje disponíveis, o leite segue sendo, segundo o consenso reafirmado por entidades médicas e nutricionistas, um dos alimentos mais completos, seguros e acessíveis ao alcance da população — distante das dúvidas que circulam informalmente nas redes sociais.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por NTH

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