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1 out 2026
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A principal feira leiteira de Alagoas chega a 2026 com mais procura de produtores e uma agenda que começa a ultrapassar os limites da bovinocultura de leite.
Expo Bacia Leiteira cresce e atrai novos setores do agro em Alagoas

A Expo Bacia Leiteira chega à edição de 2026 com um movimento que amplia seu alcance dentro do agro de Alagoas. Tradicionalmente ligada à pecuária leiteira, a feira passou a despertar o interesse de produtores de outros segmentos, o que abre espaço para uma exposição mais diversificada e com maior integração entre diferentes atividades produtivas.

O evento será realizado de 14 a 18 de outubro, no Parque Mair Amaral, em Batalha, reunindo pecuaristas e empresas ligadas ao setor lácteo.

A proposta inclui inovação, troca de experiências e capacitação, mas a edição deste ano ganha peso adicional pelo aumento da procura de criadores de outras cadeias.

Segundo André Ramalho, presidente do Sindileite-AL, produtores de ovinos e caprinos já demonstraram interesse em participar da exposição e em contar com espaços próprios para apresentação e avaliação dos animais.

Esse movimento pode abrir caminho, em uma etapa posterior, para uma feira ainda mais ampla.

A pecuária leiteira continua no centro

Mesmo com a ampliação do interesse, o leite segue como eixo principal da Expo Bacia Leiteira.

Para Ramalho, a feira tem papel importante ao mostrar a força da atividade em Alagoas e na região Nordeste, especialmente em um momento que ele considera positivo pela chegada de novas indústrias.

Na visão do dirigente, esse avanço precisa vir acompanhado de apoio ao produtor.

Ele destaca a importância de a indústria contribuir não apenas com desenvolvimento técnico, mas também com acesso à informação, tecnologia e formação.

A leitura é que a expansão industrial e a melhoria da produção precisam caminhar juntas.

O desafio de diversificar o semiárido

Outro ponto destacado pela organização é a necessidade de ampliar as possibilidades produtivas no semiárido.

A procura de criadores de ovinos e caprinos aparece, nesse contexto, como sinal de uma possível diversificação da feira e da própria agenda regional.

Ramalho ressalta que, embora existam diferentes segmentos — leite, carne, bovinos, suínos e aves — todos fazem parte de uma mesma base produtiva e enfrentam desafios semelhantes.

Entre eles, está a necessidade de produzir alimentos de qualidade com custos competitivos.

A feira passa, assim, a funcionar não apenas como vitrine da pecuária leiteira, mas também como espaço de encontro entre diferentes cadeias que compartilham problemas e oportunidades.

Genética, tecnologia e mercado entram no debate

A Expo Bacia Leiteira também mantém uma função técnica.

Segundo Ramalho, a exposição permite mostrar a evolução genética dos rebanhos, as novas tendências de mercado e as tecnologias que chegam ao campo.

Ao mesmo tempo, o interesse de outros criadores reforça a possibilidade de ampliar a circulação de conhecimento entre diferentes atividades.

A edição de 2026, portanto, chega com duas frentes bem definidas: consolidar o espaço da pecuária leiteira e, ao mesmo tempo, abrir a porta para uma participação mais ampla de outros setores do agro.

Essa mudança dá à feira um papel maior dentro da região.

Mais do que reunir produtores de leite, a Expo Bacia Leiteira começa a se posicionar como um ponto de conexão entre diferentes segmentos produtivos do semiárido de Alagoas.

*Producido por eDairyNews, con información publicada por Alagoas na Net

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