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23 out 2026
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Relatório da Ornua mostra um mercado que segue produzindo mais do que o esperado, mas o impacto real do clima ainda está por vir.
oferta
Apesar da oferta global robusta, os mercados lácteos europeus se mantiveram relativamente estáveis.

A oferta global de leite deve crescer 2,2% em 2026, mesmo com o impacto das condições climáticas.

Segundo o Ornua Global Dairy Market Report de outubro, a projeção para 2027 é de uma expansão mais moderada, de 1%, embora o efeito real do El Niño seja “atualmente desconhecido”. Com petróleo, inflação e juros em alta, a incerteza macroeconômica também é um fator “considerável”.

O relatório aponta que o fluxo de leite tem sido melhor do que o previsto, ainda que o crescimento da oferta global deva desacelerar à medida que os efeitos da seca europeia e do El Niño se materializem. A captação aumentou cerca de 1,4% em agosto, com crescimento ainda observado na maioria das principais regiões. Apesar da oferta global robusta, os mercados lácteos europeus se mantiveram relativamente estáveis.

Na União Europeia, a produção subiu 1,1% em setembro, abaixo dos 2,5% de agosto. Ainda assim, dadas as condições de seca, os volumes ficaram acima do esperado. Com isso, a projeção anual de produção de leite do bloco foi revisada de volta ao patamar pré-seca, de 1,9%.

Nos Estados Unidos, os volumes de leite cresceram 1,7% em julho e agosto, e a projeção anual segue apontando alta de 2,2%. Segundo o relatório, os preços elevados da carne bovina e a nova capacidade de processamento de queijo continuam sendo os principais motores da expansão.

Na Nova Zelândia, o fluxo de leite subiu 2,4%, e os sólidos avançaram 3,4%, mas, no ritmo atual de crescimento, o avanço poderia chegar a 4% ou mais. Na América do Sul, condições favoráveis impulsionaram a produção em grandes produtores como Argentina, Brasil e Uruguai.

“Espera-se que os fluxos globais continuem se expandindo, embora em ritmo mais lento no quarto trimestre. O impacto total das interrupções de oferta relacionadas ao clima dificilmente aparecerá antes do início do próximo ano”, afirma o relatório.

No caso da manteiga, a produção da UE aumentou em julho e agosto, com exportações firmes, impulsionadas por Estados Unidos, China e Turquia. Preocupações com a seca, preços historicamente baixos e a atividade sazonal sustentaram o mercado em agosto e no início de setembro. No Reino Unido, porém, a produção desacelerou nos últimos meses, embora as exportações firmes tenham dado algum suporte.

Nos Estados Unidos, a oferta de manteiga tem sido robusta, e o consumo interno e as exportações fortes mantêm os estoques em níveis baixos.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Dairy Reporter

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