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26 out 2026
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Em 2025, Santa Catarina liderou a produtividade do leite entre os principais estados, com menos vacas que em 2016. Em outubro, o litro pago ao produtor caiu para R$ 2,66.
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Vaca leiteira holandesa no pasto, em foto do banco de imagens da Embrapa. Foto: Fernando Wagner Malavazi/Embrapa

Quem levanta antes do galo para tirar  leite sabe que o que paga a conta é o balde cheio. E em Santa Catarina o balde anda pesado: em 2025, cada vaca em lactação do estado deu, em média, 17,21 litros por dia. É a maior produtividade do leite entre os principais estados produtores do país, segundo o Boletim Agropecuário nº 161 da Epagri/Cepa, de outubro de 2026, feito com a Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE.

Para comparar: a produtividade do leite da vaca média do Brasil ficou em 9,78 litros por dia. A catarinense tirou cerca de 76% a mais.

Logo atrás, na produtividade do leite, vêm o Paraná, com 16,82 litros, e o Rio Grande do Sul, com 16,43. Minas Gerais ficou em 13,30 litros por vaca por dia.

Quanto a produtividade do leite subiu em Santa Catarina?

Em 2016, a vaca catarinense dava 10,88 litros por dia. Em 2025, chegou a 17,21. É uma alta de 58,2% em dez anos, mais de seis litros a mais por animal, todo santo dia.

E a subida não parou: só de 2024 para 2025, a produtividade do leite no estado cresceu 7,9%.

Quantas vacas ordenhadas sobraram no estado?

Enquanto o balde enchia, o curral esvaziava. Pelos dados do IBGE, divulgados em 30 de setembro de 2026 e reunidos no boletim da Epagri/Cepa, Santa Catarina tinha 780,6 mil vacas ordenhadas em 2025, o menor efetivo da década.

Foram 3,3% a menos que em 2024. Em 2016, eram 1,12 milhão de cabeças: o estado ordenha hoje cerca de 336 mil vacas a menos do que há dez anos.

Como a produção de leite cresceu com menos vacas?

Mesmo com menos vaca no curral, a produção de leite de Santa Catarina somou 3,43 bilhões de litros em 2025. É o maior volume dos últimos dez anos e 4,1% acima de 2024.

A Epagri/Cepa liga esse ganho a melhorias no manejo, na alimentação e na genética dos rebanhos. Traduzindo para a porteira: o leite está vindo mais de cada vaca e menos do tamanho do rebanho.

Por que o preço do leite ao produtor está caindo?

Agora a conta vira do avesso. O litro pago ao produtor catarinense, que chegou a R$ 2,80 em agosto de 2026, caiu para R$ 2,72 em setembro. No levantamento preliminar de outubro de 2026, ficou em R$ 2,66, segundo o boletim da Epagri/Cepa.

É a segunda queda seguida: menos 2,2% no mês e menos 5% desde agosto. A descida interrompe a alta que vinha de fevereiro a agosto de 2026.

Quem olha só o ano ainda vê ganho: em outubro de 2025, o litro valia R$ 2,47, então o preço de agora está 7,7% acima.

No Conseleite/SC, o valor de referência do leite entregue em setembro e pago em outubro foi de R$ 2,56. A projeção para o leite entregue em outubro e pago em novembro de 2026 é de R$ 2,53, cerca de 1,2% a menos.

O pano de fundo é o país inteiro tirando mais leite. A produção nacional chegou a 36,68 bilhões de litros em 2025, o maior volume em dez anos. A Epagri/Cepa aponta esse aumento de oferta como pressão sobre o preço pago na porteira.

Para quem vive da ordenha, é a velha conta da roça: a vaca rende mais, mas o litro vale menos, e o trato, a ração e a  energia da ordenhadeira continuam na conta. Cada propriedade faz a sua conta. É no caderninho de cada produtor que se vê se a produtividade do leite compensou a queda do litro.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por CPG Click Petróleo e Gás

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