A Índia e o Brasil planeiam igualmente criar um centro de excelência em Amreli, Gujarat, para aumentar a produção de leite e melhorar a qualidade dos rebanhos.
Outros planos incluem o estabelecimento de um instituto de pesquisa na Índia com a cooperação brasileira.
Outros planos incluem o estabelecimento de um instituto de pesquisa na Índia com a cooperação brasileira.
A Índia e o Brasil estão a discutir uma proposta para abrir o mercado brasileiro aos produtos lácteos indianos, incluindo o leite de camelo e queijos especiais, disseram dois altos funcionários dos dois países.

Os dois governos estão a trabalhar em conjunto nesta iniciativa, que se segue à recente abertura do Brasil às exportações indianas de milho painço.

A parceria proposta também inclui planos para a criação de um centro de excelência em Amreli, Gujarat, para aumentar a produção de leite e melhorar a qualidade do rebanho.

“Há um sector no Brasil que quer importar leite de camelo e estamos a discutir este comércio da Índia para o Brasil em termos de leite de camelo. Algumas pessoas no Brasil querem importar outros produtos lácteos como o cazain e alguns queijos especiais, especialmente o queijo amarelo”, disse o adido agrícola brasileiro Angelo de Queiroz Mauricio em entrevista à Mint.

“Há uma discussão sobre o estabelecimento de duas cidades irmãs. Uma é em Uberaba, no Brasil, que é o centro de citogenética leiteira no Brasil, e Amberli em Gujarat – um projeto conjunto para criar um instituto de pesquisa de zebu nos dois países para promover a produção de leite e melhorar a qualidade do rebanho”, acrescentou Mauricio.

Outros planos incluem o estabelecimento de um instituto de pesquisa na Índia com a cooperação brasileira. Esse projeto envolverá o National Dairy Development Board (NDDB), o Department of Animal Husbandry and Dairying (DAHD) da Índia e a embaixada, com um comitê para acompanhar o andamento, acrescentou.

As perguntas enviadas ao Ministério das Relações Exteriores, ao Ministério do Comércio e ao Departamento de Pecuária e Laticínios permaneciam sem resposta até o momento.

A Índia e o Brasil mantêm uma relação estreita e multifacetada, tanto a nível bilateral como em fóruns plurilaterais como o Brics, o BASIC, o G-20, o G-4, o IBAS, a Aliança Solar Internacional, para além da ONU, da OMC e da Unesco. Os dois países são parceiros estratégicos desde 2006, com vários memorandos de entendimento, incluindo um acordo sobre o desenvolvimento da criação de animais, nomeadamente da produção leiteira.

As relações comerciais entre os dois países têm vindo a crescer de forma constante, com o objetivo de aumentar o comércio bilateral para 50 mil milhões de dólares até 2030, afirmou o Secretário do Comércio, Sunil Barthwal, em outubro passado.

Em 2023-24, o comércio bilateral de produtos importantes, incluindo bens agrícolas, entre a Índia e o Brasil foi de US $ 11,5 bilhões, abaixo dos US $ 15,1 bilhões do ano anterior, de acordo com dados da embaixada brasileira. Em 2021-22, a Índia importou quase US $ 1,5 bilhão em produtos agrícolas do Brasil, mas exportou apenas US $ 71 milhões.

As importações indianas de óleo vegetal, açúcar e leguminosas contribuíram significativamente para este desequilíbrio comercial. A Índia exporta quantidades muito menores de especiarias e vegetais processados para o Brasil. A iniciativa proposta no domínio do comércio de produtos lácteos é vista como um passo para corrigir este desequilíbrio comercial e reforçar a cooperação bilateral.

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Embora o vírus até agora não tenha mostrado nenhuma evidência genética de adquirir a capacidade de se espalhar de pessoa para pessoa, as autoridades de saúde pública estão monitorando de perto a situação da vaca leiteira como parte dos esforços gerais de preparação para a pandemia.

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