A produção de leite da Castrolanda ultrapassou 536 milhões de litros anuais em Castro (PR), consolidando um modelo produtivo baseado em escala, eficiência técnica e padronização da cadeia.
Mais do que o avanço em volume, o desempenho da cooperativa chama atenção pela manutenção dos indicadores de qualidade em níveis elevados mesmo após uma década de forte expansão.
Os dados mostram uma transformação acelerada da atividade leiteira regional. Em 2015, a cooperativa produzia aproximadamente 244 milhões de litros por ano. Em 2025, o volume superou 536 milhões de litros, um crescimento de cerca de 119% no período. Segundo a Castrolanda, a evolução está ligada à profissionalização das propriedades, à incorporação de tecnologia e à integração de produtores ao sistema cooperativista.
A mudança também alterou a estrutura produtiva da região. Houve redução no número de produtores e aumento da escala das fazendas, embora a cooperativa destaque que produtividade não depende exclusivamente do tamanho da propriedade. Dentro do sistema, pequenas fazendas também alcançam alto desempenho produtivo a partir de gestão técnica e organização operacional.
O avanço da produção ocorreu sem deterioração dos indicadores industriais do leite. A cooperativa registrou média de 8,5 mil UFC/mL na CPP em 2025, muito abaixo do limite legal brasileiro de 300 mil UFC/mL. Na CCS, a média ficou em 196 mil células/mL, enquanto o texto aponta que diversas regiões do país operam acima de 500 mil células/mL.
Além da qualidade sanitária, os sólidos permaneceram estáveis mesmo com o crescimento do volume produzido. O teor de gordura ficou próximo de 3,7%, enquanto a proteína passou de 3,31% em 2020 para 3,36% em 2025. O resultado reforça a capacidade do sistema em ampliar produtividade sem comprometer parâmetros relevantes para a indústria.
Segundo Agnaldo Bonfim Brandt, coordenador do Pool Leite da Castrolanda, parte do desempenho está associada à evolução técnica contínua das propriedades. O uso de genética, nutrição, manejo e sistemas modernos de ordenha aparece como base da produtividade regional. O bem-estar animal também ganhou peso dentro da estratégia produtiva, com investimentos em ambiência e conforto dos rebanhos.
Outro ponto relevante é o modelo de remuneração adotado pela cooperativa. O sistema combina previsibilidade de preços com bonificações por qualidade e volume, criando estímulos para investimentos de longo prazo nas propriedades. Na prática, o formato fortalece planejamento financeiro e continuidade dos ganhos produtivos.
A eficiência logística também aparece como diferencial competitivo. O Pool Leite da Castrolanda alcança índice de 255 litros por quilômetro rodado, resultado associado à alta concentração produtiva e ao elevado volume por propriedade. Isso reduz custos operacionais e melhora a eficiência industrial da coleta.
A assistência técnica contínua é apontada como um dos pilares da padronização produtiva. Segundo Letícia Gamarano Pires, supervisora da assistência técnica da Castrolanda, o acompanhamento envolve manejo de ordenha, nutrição animal, produção de alimentos na fazenda, criação de bezerras e gestão financeira.
Combinando escala, suporte técnico e organização cooperativista, Castro reforça sua posição como uma das principais bacias leiteiras do Brasil. O crescimento da Castrolanda mostra como produtividade, qualidade e eficiência operacional passaram a caminhar de forma integrada dentro da cadeia leiteira regional.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Portal do Agronegócio






