Castrolanda encerrou 2025 com lucro líquido recorde de R$ 287,5 milhões, avanço sobre os R$ 273,1 milhões registrados em 2024, consolidando um ciclo de ajuste operacional e reforço financeiro em meio a um ambiente desafiador para o agronegócio brasileiro.
A receita operacional líquida alcançou R$ 6,2 bilhões. Do resultado anual, R$ 65,5 milhões foram destinados como sobras aos cooperados. Parte relevante do lucro foi direcionada à formação de reservas, estratégia que sinaliza prioridade à proteção contra oscilações de mercado.
O desempenho ocorre após um processo de reestruturação que incluiu a descontinuação de negócios considerados menos eficientes e a consolidação das operações principais. Segundo a diretoria, esse movimento garantiu estabilidade em 2024 e 2025 e cria base para sustentar o equilíbrio em 2026, mesmo sob maior exigência setorial.
A mensagem central da gestão é clara: solidez financeira acima de expansão acelerada. O foco declarado é evitar crescimento desordenado que possa comprometer sustentabilidade futura e capacidade de apoio aos cooperados em períodos adversos.
No campo produtivo, os volumes reforçam o desempenho econômico. A cadeia leiteira atingiu 568,9 milhões de litros, alta de 6,1% frente aos 536 milhões de 2024, configurando o maior volume já registrado pela cooperativa.
Outras cadeias também apresentaram números expressivos:
• Grãos: 806,9 mil toneladas
• Carne suína: 48 mil toneladas
• Sementes industriais: 20 mil toneladas
• Batata para consumo: 73,3 mil toneladas
• Batata semente: 11,1 mil toneladas
• Carne ovina: 151 toneladas
A escala produtiva combinada ao controle de custos e ganhos de eficiência operacional explica o avanço de rentabilidade mesmo em cenário adverso.
Projetos estruturantes em andamento devem ampliar a capacidade operacional a partir de 2027, quando novas iniciativas estarão plenamente ativas. A expectativa é que esses investimentos reforcem competitividade e estabilidade de longo prazo.
Para a economia regional, o impacto é direto. Os resultados permanecem no território onde são gerados, retornando aos cooperados e circulando no comércio local, característica intrínseca ao modelo cooperativista.
O sinal é inequívoco: eficiência operacional, disciplina financeira e escala produtiva seguem sendo vetores centrais de resiliência em ciclos de maior pressão.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de Portal do Agronegócio






