ESPMEXENGBRAIND
6 ago 2026
ESPMEXENGBRAIND
6 ago 2026
🥛 Uma mudança que os laticínios do Ceará esperavam há anos está prestes a alterar prazos, custos e rotina de análise no estado.
📍 Um investimento milionário no Ceará promete encurtar distâncias que pesavam no bolso de produtores e indústrias de laticínios.
📍 Um investimento milionário no Ceará promete encurtar distâncias que pesavam no bolso de produtores e indústrias de laticínios.

Por anos, quem produzia leite no Ceará conhecia bem o mesmo obstáculo: para que uma amostra fosse analisada e cumprisse as exigências regulatórias, era preciso enviá-la para laboratórios nas regiões Sul ou Sudeste do Brasil.

O trajeto significava tempo, custo logístico e um risco que qualquer produtor de lácteos sabe medir bem — o de perder a validade de uma análise por atraso no transporte.

Essa realidade começou a mudar nesta quarta-feira (05/08), quando a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por meio do SENAI Ceará, inaugurou a nova estrutura de Laboratórios de Alimentos e Bebidas do Centro de Serviços Industriais (CSI) Prof. Ariosto Holanda, em Maracanaú. O investimento acumulado na área de alimentos já passa de R$ 6 milhões.

Entre os quatro laboratórios que compõem o novo complexo — Pesquisa e Desenvolvimento de Alimentos, Microbiologia de Alimentos e Físico-química de Alimentos e Bebidas — está um que interessa diretamente à cadeia leiteira: o Laboratório de Qualidade do Leite, dedicado aos ensaios microbiológicos e de composição química do leite cru.

A estrutura já foi projetada para futura integração à Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite (RBQL), o que deve permitir que essas análises passem a ser feitas dentro do próprio Ceará.

O gerente do Centro de Serviços Industriais, Carlos Mesquita, resumiu o efeito esperado: menos custo logístico, mais velocidade nas análises e produtos mais competitivos para quem hoje precisa esperar por resultados vindos de fora do estado.

A homenagem ao setor lácteo não ficou só na estrutura física. O novo Laboratório de Qualidade do Leite recebeu o nome de José Antunes Fonseca da Mota, presidente do Sindlacticínios-CE, em reconhecimento à sua contribuição para o fortalecimento da cadeia de lácteos cearense. Durante a cerimônia, o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, lembrou que a criação da estrutura partiu de uma demanda apresentada pelo próprio setor produtivo.

José Antunes definiu a data como a realização de um pedido antigo do sindicato. Segundo ele, a cadeia leiteira nordestina passará a contar, dentro do Ceará, com serviços que antes exigiam deslocamento — com ganhos de agilidade, economia e qualidade que, em suas palavras, beneficiam desde os pequenos laticínios até toda a indústria de alimentos.

O momento também é estratégico para o setor como um todo. A indústria de alimentos e bebidas é hoje a maior da indústria brasileira, com um faturamento de R$ 1,39 trilhão em 2025 — cerca de 11% do PIB nacional e mais de 2,1 milhões de empregos diretos. No Ceará, o segmento produziu R$ 19,6 bilhões no mesmo período, reúne aproximadamente 1,5 mil empresas e gera mais de 52 mil empregos formais, sendo o segundo maior conjunto industrial do estado.

O diretor regional do SENAI Ceará, Paulo André Holanda, destacou o salto na capacidade de prestação de serviços tecnológicos da instituição nos últimos anos: de cerca de R$ 6 milhões em 2021 para R$ 38 milhões no ano passado, somando consultorias, serviços tecnológicos e inovação.

Ao todo, 13 sindicatos industriais devem ser beneficiados diretamente pela nova estrutura, entre eles o próprio Sindlacticínios, além de entidades ligadas a bebidas, panificação, café, cajueiro, massas, trigo, sal, óleo, frios e embalagens — um espectro que reforça o papel do complexo como ponto de apoio para toda a indústria alimentícia do estado.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Federação das Indústrias do Estado do Ceará

Te puede interesar

Notas Relacionadas

Faça login na minha conta