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23 fev 2026
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Primeira escola de laticínios da América Latina, o ILCT une tradição, pesquisa e experiências que aproximam o público do universo do queijo 🧀
Em Juiz de Fora, o ILCT celebra 90 anos formando profissionais e criando inovações que vão do queijo minas ao whey protein 🚀
Em Juiz de Fora, o ILCT celebra 90 anos formando profissionais e criando inovações que vão do queijo minas ao whey protein 🚀

ILCT: há 90 anos, a fábrica-escola que ajudou a moldar o queijo brasileiro segue inovando e encantando novas gerações.

Primeira escola de laticínios da América Latina, o Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), em Juiz de Fora, já produziu 40 mil litros de leite e foi precursor de produtos que marcaram época, como o Toddynho e o primeiro leite de cabra em pó do país. Hoje, mais do que prateleiras cheias, o que movimenta o espaço é conhecimento.

Recentemente, para celebrar o Dia Mundial do Queijo, a Secretaria de Turismo levou visitantes para dentro da fábrica-escola pelo projeto “Caminhando pela história”. O passeio revelou cada etapa do processo: recepção e análise do leite, padronização, pasteurização, transformação em derivados e controle de qualidade final. Ali nascem queijo minas, manteiga, iogurtes, sorvetes, requeijão e doce de leite.

Atualmente vinculado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, o ILCT concentra seus esforços em pesquisa, desenvolvimento e formação profissional. Desde 2022, oferece apenas ensino superior, reforçando a integração entre teoria e prática.

O desafio, segundo a professora e pesquisadora Kely de Paula Correa, é equilibrar tradição e tecnologia. Minas Gerais é referência em queijos artesanais e o reconhecimento do queijo minas artesanal como patrimônio cultural reforça o peso dessa identidade. Nesse cenário, o instituto atua como ponte entre produtores, indústria e inovação, promovendo cartilhas, treinamentos e projetos de extensão que fortalecem a segurança sanitária e a qualidade dos produtos.

Mas a história do ILCT não vive só do passado. Nos laboratórios, estudos em microbiologia, fisicoquímica e controle sanitário impulsionam novas possibilidades. Um exemplo é um refrigerante à base de soro e leite, enriquecido com luteína, antioxidante associado à proteção da visão e da saúde cardiovascular, atualmente em processo de patenteamento.

Outro protagonista é o whey protein. Antes visto apenas como subproduto, o soro do leite ganhou status de estrela. Entre 2021 e 2023, o consumo de proteína do soro cresceu 25%. O mercado sul-americano já representa 60% do consumo total e deve avançar, em média, 8% ao ano até 2029, segundo dados da ABIAD e da consultoria Mordor Intelligence.

Além da formação de profissionais que atuam no Brasil e no exterior, o ILCT também fortalece o turismo do queijo. Em parceria com a EPAMIG, ajudou a mapear características regionais e impulsionar experiências como as Rotas do Queijo. Eventos como o Minas Láctea, que reúne empresas de todo o país e promove concurso nacional de produtos lácteos, consolidam Juiz de Fora como polo de conhecimento e sabor.

Noventa anos depois, o ILCT segue mostrando que tradição não é sinônimo de passado. É ponto de partida para o próximo passo.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Ciência do Leite

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