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11 mar 2026
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Política pública já atende 20 mil famílias e envolve produtores locais de leite em 98 municípios do Norte e Nordeste de Minas.
Iniciativa do governo mineiro combina segurança alimentar e estímulo à agricultura familiar no interior do estado. 🌱 leite
Iniciativa do governo mineiro combina segurança alimentar e estímulo à agricultura familiar no interior do estado 🌱

O Programa Leite para Primeira Infância ultrapassou a marca de 1,2 milhão de litros distribuídos em Minas Gerais.

A iniciativa do governo estadual atende atualmente cerca de 20 mil famílias em 98 municípios das regiões Norte e Nordeste, e começou a ser expandida para nove municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O programa funciona como uma política de segurança alimentar voltada a mães solo em situação de vulnerabilidade social, com filhos entre 2 e 6 anos de idade. Cada criança recebe 3 litros de leite por semana, garantindo uma fonte regular de nutrientes considerados essenciais para o desenvolvimento infantil.

Além do alcance social, a iniciativa cria um fluxo estruturado de consumo de leite que também repercute na cadeia produtiva. O fornecimento do produto é feito exclusivamente por pequenos agricultores locais, que passam a contar com garantia de venda da produção, reduzindo a exposição às oscilações do mercado.

Segundo o governo de Minas Gerais, o objetivo central do programa é reforçar a nutrição na primeira infância. O governador em exercício, Mateus Simões, destaca que o leite oferece nutrientes relevantes para o crescimento, como cálcio, proteínas de alto valor biológico e vitamina D, fatores associados ao desenvolvimento físico e cognitivo das crianças.

A execução do programa ocorre por meio de parceria entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e o Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene). A secretária da pasta, Alê Portela, afirma que a iniciativa busca ir além da simples distribuição de alimentos ao promover proteção social para famílias em situação de vulnerabilidade.

Na prática, o programa disponibiliza dois tipos de produto: leite pasteurizado e UHT integral. A presença do leite UHT permite maior durabilidade e dispensa refrigeração imediata, o que facilita o armazenamento especialmente em localidades mais remotas.

O Idene também atua na estruturação da cadeia de fornecimento. O instituto é responsável pelo credenciamento dos laticínios, que compram o leite dos pequenos produtores, realizam o beneficiamento e organizam a entrega aos municípios participantes. O processo é monitorado para garantir regularidade na distribuição semanal.

De acordo com o diretor-geral do Idene, Henrique Carvalho, a alimentação adequada na primeira infância é determinante para o desenvolvimento físico e cognitivo, etapa em que o corpo e o cérebro passam por crescimento acelerado.

O programa também gera efeitos econômicos no campo. Com a previsibilidade de demanda proporcionada pela política pública, produtores conseguem planejar investimentos na atividade leiteira, incluindo melhoramento genético do rebanho, produção de silagem e acompanhamento veterinário.

Para as famílias beneficiadas, o impacto se reflete no orçamento doméstico. Moradoras de municípios atendidos relatam que o recebimento do leite ajuda a reduzir despesas com alimentação infantil e contribui para a segurança alimentar das crianças.

Ao combinar assistência social, nutrição infantil e compra de produção local, o Programa Leite para Primeira Infância estrutura um modelo que conecta políticas públicas e cadeia produtiva do leite em diferentes regiões de Minas Gerais.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Agência Minas Gerais

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