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26 mar 2025
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Leite de vaca ou Fórmula Infantil de Primeira Infância?
Quando a criança pode começar a tomar leite de vaca? — Foto: samer daboul/Pexels Infância

Um adulto saudável é, em grande parte, resultado de uma alimentação adequada na infância, sem deficiências nutricionais.

Esse fato deixa muitos pais e cuidadores preocupados se estão conseguindo oferecer a quantidade e a qualidade certas de nutrientes para os seus pequenos.

Embora cada criança deva ser analisada individualmente por pediatras e nutricionistas, há algumas orientações que são consenso.

A primeira delas é sobre o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e complementar até os dois anos.

A outra está na oferta variada de frutas, legumes, verduras, cereais e proteína (animal e/ou vegetal) em qualidade e quantidade adequada, a partir dos seis meses de idade, quando tem início a introdução alimentar.

O pediatra e nutrólogo Matias Epifanio considera o leite de vaca um importante alimento, mas indica como mais apropriado para crianças de até 3 anos as fórmulas de primeira infância.

Segundo ele, as fórmulas possuem um teor proteico correto para a faixa etária e, nutricionalmente, são mais adequadas às necessidades dessas crianças porque possuem adição de ferro, vitaminas, fibras prebióticas (como GOS e FOS, por exemplo) e outros nutrientes, como DHA e ARA, que comprovadamente são importantes para o desenvolvimento saudável quando comparados ao leite de vaca.

“O leite de vaca não contém os ingredientes que as fórmulas possuem. Elas são reguladas por normas da ANVISA, que determina a sua composição.

Se fizermos uma comparação entre um leite de vaca integral não fortificado e a fórmula infantil de primeira infância, a partir da ingestão 400 ml por dia, ou seja, dois copos de 200 ml/dia, uma criança que toma fórmula consumirá 8,2 vezes mais vitamina C, 2,5 vezes mais vitamina D e muito mais ferro em geral.

Além disso, as fórmulas de primeira infância agregam fibras prebióticas para contribuir para o funcionamento do intestino e imunidade e podem conter DHA e ARA, nutrientes fundamentais que contribuem para o desenvolvimento cerebral.”, complementa o médico Matias Epifanio.

O pediatra alerta ainda que, além da ausência de um equilíbrio de nutrientes fundamentais para o desenvolvimento dos pequenos, o leite de vaca apresenta excesso de gordura saturada, proteína e sódio, que podem resultar em problemas futuros, como tendências à obesidade.

O pediatra, especialista em nutrologia e gastroenterologia, cita estudos que mostram aumento dos índices de anemia e um menor aporte de vitaminas D e B em crianças alimentadas com leite de vaca.

O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI) mostra deficiência de 6% de vitamina A e de 14,2% de vitamina B12 em crianças brasileiras de 6 meses a 4 anos e meio de idade. Outra pesquisa, feita em três países da Europa, aponta irregularidades nos índices de ferro.

Em crianças que receberam fórmula, por exemplo, esse indicador foi bem menor: de 5,4% versus 19,7% que consumiram leite de vaca. Recentemente, várias sociedades científicas se referem sobre o uso de fórmulas infantis de seguimento para crianças de primeira infância dizendo que:

“Elas não são mandatórias, no entanto, podem ser usadas como parte de uma estratégia para aumentar a ingestão de ferro, vitamina D e DHA, enquanto diminui a ingestão de proteína em comparação com o leite de vaca não fortificado.

Em cenários onde as fórmulas infantis de seguimento para crianças de primeira infância estão disponíveis, são acessíveis e onde o sobrepeso/obesidade é uma preocupação, estas fórmulas são uma excelente escolha.”, conclui Matias Epifanio.

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